O governo federal classificou como “deplorável” que “integrantes da família Bolsonaro” tenham ido aos Estados Unidos defender o que chamou de “intervenção estrangeira no Brasil”, em referência à decisão dos Estados Unidos de considerar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. “É deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país”, declarou em nota oficial. Após o comunicado do Departamento de Estado dos EUA, o Palácio do Planalto afirmou que a segurança pública é “importante demais” para ser “manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos”. Segundo o texto, trata-se de “falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras interferência em assuntos brasileiros”. O governo afirmou que o “terror causado por essas organizações” com o objetivo de obter lucro por meio do crime não pode ser comparado às ações por motivos “ideológicos, políticos ou religiosos do terrorismo internacional”. A nota também destacou iniciativas da União voltadas ao combate ao crime organizado no país. — Foto: Agência Brasil