Vice-presidente afirma que medida dos EUA pode prejudicar a economia brasileira e diz que aliados de Bolsonaro tentam desviar atenção do caso Banco Master Vice-presidente Geraldo Alckmin durante café com a imprensa — Foto: Foto: Cristiano Mariz/O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/05/2026 - 13:04 Alckmin critica EUA por classificar PCC e CV como terroristas e alerta para impactos econômicos no Brasil O vice-presidente Geraldo Alckmin criticou a decisão dos EUA de classificar as facções PCC e CV como grupos terroristas, apontando possíveis impactos econômicos negativos para o Brasil. Alckmin sugere que aliados de Bolsonaro usam isso como "factoide" para desviar a atenção do escândalo envolvendo o Banco Master. Ele destacou a Operação Fluxo Oculto como exemplo do combate ao crime organizado no país. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) comentou nesta sexta-feira, 29, a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas. Segundo ele, a medida pode trazer impactos econômicos ao Brasil e tem sido explorada por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro como um “factoide” político para desviar atenção do envolvimento do clã com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Durante coletiva em Caraguatatuba, no litoral norte paulista, Alckmin afirmou que o combate ao crime organizado é uma prioridade permanente das forças de segurança brasileiras e citou ações recentes aprovadas pelo Congresso Nacional. — O que eu lamento nesse episódio é que, infelizmente, membros do clã Bolsonaro pensam mais em si do que no país. Então, para sair desse tema do Banco Master, o maior caso de corrupção e sonegação de tributos, aí ficam gerando factoides para desviar a atenção. Pensam mais em si do que no país, isso é ruim para o Brasil — declarou. O vice-presidente afirmou ainda que a classificação pode gerar reflexos negativos para o país no cenário internacional. — Pode ter consequências na área do sistema financeiro, na área da economia, não vai resolver nada em termos de combate ao crime e pode prejudicar a economia — completou. — A Operação Fluxo Oculto não pegou só quem estava ali na ponta, mas pegou toda a cadeia, envolvendo importadores, navios, refinarias. Então esse é um trabalho permanente — afirmou. Conforme a lei do país, qualquer pessoa ou empresa americana ou que atue nos Estados Unidos que fizer negócios, enviar ou receber dinheiro ou serviços de grupos terroristas pode ser penalizada criminalmente. Indiretamente, isso vale para qualquer empresa, entidade, fundos, indústria ou pessoa que tenha conexões com essas facções criminosas, agora consideradas terroristas. A anúncio com relação a mudança foi feito ontem, poucos dias após o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro se encontrar com o presidente Donald Trump e integrantes da cúpula do governo americano. Em coletiva de imprensa após a visita, Flavio disse que pediu ao presidente americano para classificar as facções brasileiras como grupos terroristas. A classificação entrará em vigor em 5 de junho, de acordo com o comunicado do Departamento de Estado americano. O que pode mudar com a classificação de organização terrorista nos EUA: Permite ao governo americano adotar medidas legais, financeiras e operacionais específicas contra o grupo enquadrado.Autoriza bloqueio de ativos financeiros, proibição de transações e restrições migratórias contra integrantes ou associados.Torna crime, nos Estados Unidos, qualquer forma de apoio material ao grupo, incluindo dinheiro, treinamento, serviços ou fornecimento de equipamentos.Amplia o uso de instrumentos de inteligência e das capacidades operacionais do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, inclusive em ações unilaterais, dependendo da forma de aplicação da legislação.
Alckmin critica classificação do PCC e CV como grupos terroristas e fala em 'factoide' bolsonarista
Vice-presidente afirma que medida dos EUA pode prejudicar a economia brasileira e diz que aliados de Bolsonaro tentam desviar atenção do caso Banco Master













