Os ultraconservadores do Irã atacaram os negociadores do país por causa de um possível acordo com os Estados Unidos, expondo divisões entre os parlamentares sobre até que ponto Teerã deveria ceder a Washington para encerrar o conflito que já dura meses.
Membros influentes da facção Paydari, que ocupam assentos no Parlamento e posições de destaque nas emissoras estatais, insistiram que o Irã mantenha o controle sobre o estreito de Hormuz e se recuse a fazer concessões sobre seu programa nuclear, descrevendo esses pontos como "linhas vermelhas".
Eles criticaram o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, rival político de longa data que tem liderado as negociações, alegando que ele agiu além do mandato concedido pelo novo líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei.
Mahmoud Nabavian, proeminente parlamentar linha-dura alinhado com o Paydari, pediu esta semana que Ghalibaf e o alto funcionário de segurança, Mohammad Bagher Zolghadr, insistissem em termos maximalistas para encerrar o conflito, afirmando que a guerra transformou o Irã em uma "superpotência".
As críticas surgem enquanto os mediadores aguardam a resposta do Irã a uma proposta preliminar que estenderia o cessar-fogo entre EUA e Irã por 60 dias, levaria à reabertura gradual do estreito e estabeleceria a estrutura para discussões sobre o programa nuclear da república.














