A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) prometeu retaliar contra as violações do frágil cessar-fogo, em vigor desde 8 de abril, praticadas pelos Estados Unidos. A ameaça ocorre após forças americanas realizarem um ataque na noite de segunda-feira contra plataformas de lançamentos de mísseis, no sul do país e persa, e também contra embarcações que tentavam instalar minas no Estreito de Ormuz. Segundo o grupo, o direito de resposta recíproca é “legítimo e correto”. O Comando Central dos EUA (Centcom) justificou as hostilidades como uma ação em defesa das tropas americanas posicionadas na região. Os bombardeios se deram poucas horas após o presidente Donald Trump ter dito que as negociações com Teerã estavam “avançando bem”. Na nova escalada de tensão, a Guarda Revolucionária afirmou ter identificado e confrontado drones americanos MQ-9 e RQ-4 e um caça F-35 que teriam invadido o espaço aéreo iraniano na região do Golfo Pérsico. As informações são da agência semioficial Tasnim. Em comunicado para marcar a peregrinação anual muçulmana a Meca, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, reiterou que os países do Golfo não servirão mais de escudo para as bases dos EUA na região e que, portanto, os americanos não terão mais “um porto seguro para suas maldades e para estabelecer bases militares” no Oriente Médio. “As mãos do tempo não giram para trás, e as nações e terras da região não servirão mais como escudos para bases americanas”, completou Khamenei. Hoje, os Estados Unidos mantêm dezenas de bases ou instalações com presença americana no Oriente Médio, algumas das quais foram atacadas pela República Islâmica após o início da guerra em 28 de fevereiro. O líder supremo , que ficou ferido no primeiro dia da guerra em um ataque que matou seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, e não é visto desde então, também defendeu na mesma declaração que os países árabes moldem uma nova ordem mundial com base nas “capacidades compartilhadas e interesses comuns”. Na segunda-feira, o presidente Trump instou países árabes, como Catar, Arábia Saudita e Paquistão, a aderirem aos Acordos de Abraão para normalizar as relações com Israel. "Estou solicitando obrigatoriamente que todos os países assinem imediatamente os Acordos de Abraão e que, se o Irã assinar o acordo comigo, como presidente dos Estados Unidos da América, seria uma honra tê-los também como parte desta coalizão mundial sem precedentes", escreveu Trump em uma publicação na Truth Social.
Irã acusa EUA de violar cessar-fogo e ameaça retaliação
Apesar de avanços nas negociações, forças americanas atacaram bases de mísseis no país persa e embarcações em Ormuz











