O tribunal arbitral decretou serviços mínimos de 25% para a circulação ferroviária no próximo dia 3 de Junho, para o qual foi convocada uma greve geral pela CGTP por causa do novo pacote laboral e à qual aderiram diversos sindicatos ligados a este sector. A decisão, que afecta empresas com a CP - Comboios de Portugal e a IP - Infra-estruturas de Portugal, teve como árbitro presidente Luís de Menezes Leitão.O árbitro dos trabalhadores, no entanto, emitiu uma declaração de voto vencido. Na nota, António Simões de Melo refere que “a fixação de serviços mínimos na ordem dos 25% cria um risco acrescido à segurança nas plataformas e estações”.“A experiência demonstra”, diz, “que uma oferta reduzida gera aglomerações perigosas, facto este que as empresas (CP e IP) não garantiram ser capazes de mitigar”. Defende ainda que 25% da oferta “não assegura a satisfação das 'situações mais atendíveis', servindo apenas para esvaziar o impacto da greve”. Para este responsável, não deveriam ter sido fixados quaisquer serviços mínimos.No caso da TAP, a transportadora aérea, a maior a operar em Portugal, chegou a acordo com os dois sindicatos que aderiram à greve, o SNPVAC (tripulantes de cabine) e o SITAVA (pessoal de terra), no âmbito da Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT).Assim, serão realizados três voos diários de ida e volta de Portugal Continental para os Açores, dos quais dois para Ponta Delgada e outro para a Terceira, e dois voos para a Madeira.A nível internacional está garantido um voo de ida e volta para Angola, para Cabo Verde e para S. Tomé e Príncipe. Depois, haverá ainda um voo para o Rio de Janeiro, outro para S. Paulo (Brasil), bem como um voo diário para Nova Iorque e para Boston (EUA).Acrescem a estes dois voos para Paris, outros dois para Londres (neste caso, um será Lisboa-Heathrow e outro Porto-Gatwick). Haverá ainda um voo para o Luxemburgo, tal como para Frankfurt, para Roma e para Nice. A decisão estipula ainda que “ficam asseguradas as aeronaves que se encontrem no exterior e regressam às bases”.Por causa da greve, ANA – Aeroportos, que gere as infra-estruturas aeroportuárias, está a recomendar aos passageiros que verifiquem junto das companhias aéreas o estado dos seus voos antes de se dirigirem ao aeroporto.
Comboios e TAP terão serviços mínimos na greve geral de 3 de Junho
Tribunal arbitral estipulou serviços mínimos de 25% para a circulação ferroviária no dia da greve geral. TAP fechou acordo com sindicatos para a realização de alguns voos.
O tribunal arbitral fixou serviços mínimos de 25% na ferrovia e a TAP fechou acordo com os sindicatos para manter voos essenciais durante a greve geral de 3 de Junho, convocada pela CGTP. Gestores com deslocações previstas nessa data devem antecipar disrupção significativa nas ligações nacionais e nos principais corredores internacionais como Lisboa-Londres e Lisboa-Paris.










