O empresário Adalberto Amarílio dos Santos Junior, 35, era um grande admirador de motocicletas. Há um ano, ele e um amigo foram ao autódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo, para uma exposição da modalidade. Era sexta-feira, 30 de maio.

Ao final do dia, a dupla se separou. O colega seguiu para casa. Adalberto, não. Começava ali uma história que até hoje permanece sem respostas.

As buscas se iniciaram. Depoimentos foram tomados. E na terça-feira, 3 de junho, o corpo foi encontrado.

O cadáver estava dentro de um buraco em uma área de terra em obras, no interior do principal circuito de corridas da América do Sul —palco de shows internacionais e do Grande Prêmio de Fórmula 1, por onde milhares de pessoas passam a cada evento.

O que a perícia revelou alimentou ainda mais o mistério. Adalberto estava sem calça e sem calçados. Estava de pé. Sobre a cabeça, um capacete. Nada havia sido roubado. Carteira, dinheiro e cartões permaneciam com a vítima.