A inflação deverá ter-se mantido acima dos 3% em Maio, tal como já havia acontecido no mês anterior, graças ao encarecimento dos produtos energéticos. Os preços da energia voltaram a aumentar a ritmo acelerado neste mês, registando uma subida superior a 13%, numa altura em que as disrupções na distribuição de matérias-primas, devido à guerra no Médio Oriente, estão a pressionar a oferta deste tipo de produto.Os dados, ainda preliminares, foram divulgados, nesta sexta-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que dá conta de que, em Maio, o índice de preços no consumidor terá registado uma taxa de variação de 3,3% em relação a igual mês do ano passado. Em Abril, este índice já tinha aumentado, precisamente, 3,3% em termos anuais. Este é, assim, o segundo mês consecutivo em que a inflação se fixa acima dos 3%, depois de um ano em que, em Portugal, este indicador rondou a casa dos 2%, objectivo da maior parte dos bancos centrais, incluindo o do Banco Central Europeu (BCE).A impulsionar a evolução da inflação estiveram, sobretudo, os produtos energéticos, cujos preços aumentaram 13,15% em Maio, estima o INE. É uma aceleração em relação à taxa de variação de 11,68% que havia sido registada em Abril e é a maior subida que se verifica desde Dezembro de 2022, ano em que a invasão da Ucrânia por parte da Rússia causou outra crise energética.
Preços da energia disparam em Maio e mantêm inflação acima dos 3%
Disrupções na distribuição de matérias-primas, devido à guerra no Médio Oriente, estão a levar a um encarecimento dos produtos energéticos, o que está a pressionar a inflação.












