O Ministério Público está a fazer buscas esta sexta-feira por causa do acidente com o elevador da Glória em Setembro passado. As diligências da Polícia Judiciária decorrem nas oficinas da Carris em Santo Amaro, onde são guardados os veículos históricos, mas também nos domicílios de responsáveis da transportadora e de dirigentes da empresa encarregada da manutenção do veículo.A notícia foi avançada pela CNN Portugal e confirmada pelo PÚBLICO, estando em causa quer crimes de homicídio negligente, uma vez que o descarrilamento matou 16 pessoas, quer de violação das regras de segurança.O Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa entregou a investigação criminal ao departamento de homicídios da directoria de Lisboa da Polícia Judiciária. Se, no primeiro caso, a pena pode variar entre os três anos de prisão e a multa (sobe para cinco anos de cadeia no caso de negligência grosseira), no segundo pode chegar aos dez anos de prisão. A investigação está em segredo de justiça.Como o PÚBLICO noticiou na altura, o cabo de tracção do elevador "não estava certificado para utilização em instalações para transporte de pessoas", concluiu o relatório preliminar do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e Acidentes Ferroviários.Depois de a investigação ter detectado um modus operandi assente em métodos empíricos e sem um controlo interno eficaz, uma das recomendações feitas por este gabinete à Carris foi a de implementação de “um sistema de gestão da segurança, em linha com as melhores práticas europeias”.