Desde os ataques dos Estados Unidos e de Israel sobre o Irã e a consequente alta do petróleo, cresceu o engajamento de negociadores para avançar na elaboração de um plano para reduzir a dependência energética mundial dos combustíveis fósseis.

O cenário foi descrito à Folha por diplomatas envolvidos nas tratativas do chamado mapa do caminho, documento idealizado pela presidência brasileira da COP30, a conferência sobre mudança climática das Nações Unidas, e previsto para ser entregue neste ano.

A Guerra no Irã causou o fechamento do estreito de Hormuz, por onde passa 80% do petróleo mundial, e fez o preço do combustível fóssil explodir em todo o mundo.

A consequência, dizem esses diplomatas, é que aumentou a preocupação dos países com a dependência dessa fonte energética e, consequentemente, o interesse pela transição para outras alternativas, sustentáveis, o que impulsionou os trabalhos para o mapa do caminho.

Esses negociadores afirmam que, até aqui, os EUA se abstiveram totalmente das conversas, mas que a estratégia vem sendo —como em outras ocasiões— driblar a resistência do governo de Donald Trump por meio do diálogo com estados, instituições setoriais e científicas e empresas privadas.