Instituição terá sede em Brasília, gestão indígena e estrutura multicampi para atender comunidades de diferentes regiões do país Presidente Lula exibe a lei que cria a Universidade Federal Indígena ao lado de lideranças indígenas e autoridades, em cerimônia no Palácio do Planalto — Foto: Helder Rabelo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/05/2026 - 06:41 Lula Sanciona Criação da Universidade Federal Indígena em Brasília Lula sancionou a criação da Universidade Federal Indígena (Unind), sediada em Brasília, com gestão indígena e estrutura multicampi, visando ampliar o acesso dos povos originários ao ensino superior. A universidade, construída com participação indígena, terá processos seletivos adaptados e oferecerá cursos como licenciaturas e gestão territorial. A iniciativa é vista como um marco para a autonomia e inclusão dos povos indígenas nas políticas educacionais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Uma demanda histórica do movimento indígena saiu do papel nesta quinta-feira (28). Em cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o projeto de lei que cria a Universidade Federal Indígena (Unind), instituição que terá sede em Brasília e gestão conduzida pelos próprios povos originários. A nova universidade foi concebida para ampliar o acesso de indígenas ao ensino superior e contará com processos seletivos adaptados às realidades culturais e linguísticas das comunidades. O modelo também prevê uma estrutura multicampi, distribuída por diferentes regiões do país. Ao sancionar a lei, Lula afirmou que a universidade representa um avanço na garantia de direitos e na inclusão dos povos indígenas nas políticas públicas de educação. — Temos que ensinar o mundo a compreender que é possível garantir a todos aqueles que habitam o planeta os seus direitos e a sua participação — disse o presidente. A proposta foi construída a partir de reivindicações apresentadas por lideranças indígenas e ganhou força após a criação do Ministério dos Povos Indígenas. Segundo o governo, cerca de 3,5 mil pessoas, representando 236 povos de 26 estados, participaram das discussões que resultaram no projeto. O ministro dos Povos Indígenas, Luiz Eloy Terena, classificou a criação da universidade como um marco para a autonomia dos povos originários. — A nova universidade federal será um espaço para a defesa de direitos e para o aperfeiçoamento das políticas públicas voltadas aos territórios indígenas — afirmou. A expectativa do Ministério da Educação é iniciar as atividades com 2,8 mil estudantes, 366 professores e 383 técnicos administrativos. Entre os primeiros cursos previstos estão licenciaturas, gestão educacional, saúde coletiva indígena e gestão territorial e ambiental. A sede da instituição funcionará em um prédio adquirido pelo governo federal em Brasília. O projeto foi enviado ao Congresso em novembro do ano passado, aprovado pela Câmara em fevereiro e pelo Senado neste mês. Para a liderança indígena Rita Potiguara, integrante do Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena, a principal característica da Unind é ter sido construída com participação direta dos povos indígenas. — Esta não é uma universidade pensada para os povos indígenas sem os povos indígenas. Ela nasce da escuta, do diálogo e da construção coletiva — afirmou.
Lula sanciona lei que cria universidade federal voltada aos povos indígenas
Instituição terá sede em Brasília, gestão indígena e estrutura multicampi para atender comunidades de diferentes regiões do país







