O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que cria a Universidade Federal Indígena (Unind), primeira instituição federal de ensino superior voltada à formação de povos originários. Durante a sanção, Lula considerou ser um "dia gratificante" para o Brasil. O presidente disse ainda que a sociedade precisa "compreender que é possível, de forma civilizada, garantir a todos aqueles que habitam o planeta a ter os seus direitos". A nova universidade terá campi em diferentes regiões do país e primeira sede em Brasília, com inauguração prevista para o próximo ano. A estrutura inicial prevê 10 cursos, 366 docentes e cerca de 2,8 mil alunos. Entre os objetivos da instituição estão a oferta de cursos de graduação e pós-graduação, o desenvolvimento de pesquisas e atividades de extensão, além da valorização dos conhecimentos tradicionais. O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, afirmou que a Unind e a criação da pasta estabeleceram um “marco na relação do Estado brasileiro com os povos originários”. “É um sonho das nossas lideranças indígenas”, frisou. O ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou as medidas adotadas pelo governo federal para ampliar o número de bolsas de permanência destinadas a estudantes indígenas nas universidades federais. Segundo ele, o total passou de 4,3 mil para 9,9 mil bolsas, no atual mandato do presidente Lula, sem detalhar o período de referência. “Até o fim do ano, vamos garantir bolsas de permanência para todos os indígenas”, afirmou. Indígenas — Foto: Reprodução/Facebook Funai