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Hilário da Conceição, ainda com passo ligeiro e guiado pelo filho Rui, olha para as próprias memórias penduradas nas paredes do Museu Nacional de Etnologia e reconhece pessoas, objectos e locais. À frente deste homem de 86 anos, está um percurso que foi o dele, desde os caniços na periferia de Lourenço Marques, nome colonial da capital de Moçambique, até à selecção nacional de Portugal. Um dos melhores defesas-esquerdos da história do futebol português e, até hoje, o jogador com mais jogos pelo Sporting Clube de Portugal, fez o caminho das casas de palha e zinco da Mafalala e do futebol da periferia até ao cimento da “zona baixa” e ao futebol dos colonos, antes de viajar para a metrópole e completar a sua “assimilação” portuguesa por via da bola. Não foi o único.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue - nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.
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29 de maio de 2026















