Com Tatá Werneck e Eduardo Sterblitch, o novo "E.T. - Edu e Tatá alterna momentos cômicos geniais e enfadonhos. Entre esses altos e baixos, o programa, que estreou no dia 19 de maio no Multishow e na Globoplay, tem funcionado melhor na internet do que na TV.
O talento da dupla de humoristas (aqui também corroteiristas) é inquestionável, mas a proposta ainda parece estar tateando seu lugar e seu público. O que chega às telas, em episódios de 25 minutos, é uma mistura anárquica de stand-up, esquetes de besteirol, paródias, participações de celebridades e pequenos quadros encenados que acenam ao humor das redes.
É neste último gênero que a dupla tem se saído melhor, com comédias situacionais curtíssimas e roteirizadas que lembram muito o trabalho do Porta dos Fundos e do Embrulha pra Viagem.
Assim saíram dois dos esquetes mais hilários exibidos nesses quatro primeiros episódios: o da feminista que massacra seu acompanhante com acusações desmedidas de machismo e o do gamer que produz vídeos de teorias conspiratórias disparatadas. Cada um mira um tipo comum nas redes associado a um dos lados do espectro político.
Nesse sentido, "E.T." é uma novidade bem vinda com sua falta de pudor em cutucar qualquer bolha social. É algo que andava em falta por aqui, onde tem sido mais comum encampar um dos lados ou passar longe de qualquer possibilidade de polêmica, com resultados rasos e sem graça.












