O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira 28 que vai classificar como organizações terroristas as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho. Essa iniciativa não é única na América Latina, já que o governo de Donald Trump já incluiu pelo menos seis cartéis mexicanos em listas ligadas ao terrorismo.
Na prática, a decisão dos EUA levou a uma escalada de tensões diplomáticas entre os dois países. O ápice da insatisfação da presidenta mexicana Claudia Sheinbaum aconteceu em 19 de abril, com a morte de dois agentes dos Estados Unidos em um acidente em território mexicano.
A dupla, que estava no País sem autorização, voltava de uma operação antidrogas da Agência Central de Inteligência (CIA) no território mexicano para supostamente desmontar um laboratório clandestino de drogas. O caso aumentou a tensão com Washington e levou à renúncia do procurador estadual de Chihuahua, César Jáuregui, que reconheceu “omissões” em relação à presença dos dois americanos.
Quando o caso veio à tona, o embaixador dos EUA no México, Ronald Johnson, disse que eram “dois membros do pessoal da embaixada dos Estados Unidos”. “A legislação mexicana é clara: não permite a participação de agentes estrangeiros em operações dentro do território nacional”, afirmou a Secretaria de Segurança.











