Ultrapassado o factoide de mais uma candidatura presidencial, Ciro Gomes, de volta ao ninho tucano depois de três décadas a perambular por diferentes partidos, enfrenta uma eleição decisiva na sua trajetória. Nada na política é definitivo, claro, mas uma eventual derrota na disputa pelo governo do Ceará teria o gosto de aposentadoria precoce de um nome que sonhou e se preparou para ocupar o Palácio do Planalto. Gomes oficializou sua candidatura em 16 de maio, em um ato público em Sobral, ao lado dos neoaliados, bolsonaristas antes desprezados por ele. “O Bolsonaro é ladrão, os filhos são ladrões, as ex-mulheres, tudo ladras”, chegou a dizer em um de seus rompantes.
Em meio a uma disputa interna na extrema-direita cearense, dividida entre os defensores da aliança com o tucano e quem apoia o senador Eduardo Girão, do Novo, o PL de Flávio Bolsonaro optou pelo ex-governador. Em troca, o partido indicou Alcides Fernandes, pai do deputado federal André Fernandes, como candidato ao Senado na chapa. A decisão contrariou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, próxima a Girão. Coube ao ex-deputado foragido nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro, minimizar o desgaste. “O Ceará é dominado pela esquerda. Há uma dificuldade tremenda de se viabilizar um nome competitivo para a eleição estadual, ainda mais para o Senado. Todo mundo sabe que a vaga é prioridade não só do presidente Bolsonaro, mas de toda a direita”, afirmou nas redes sociais.














