O governo de Donald Trump planeja enviar ao Quênia cidadãos americanos expostos ao vírus ebola. A medida prevê observação e tratamento no país africano, e não nos Estados Unidos, segundo três pessoas com conhecimento do plano ouvidas pelo The New York Times.

A medida marca uma mudança em relação à resposta adotada pelos EUA em surtos anteriores, quando profissionais de saúde e outros cidadãos americanos expostos ao vírus eram levados ao país para tratamento em unidades médicas especializadas.

Neste mês, o governo Trump transferiu um médico americano com sintomas da doença para um hospital na Alemanha e levou outros seis cidadãos dos EUA para monitoramento na Alemanha e na República Tcheca.

O surto de ebola na República Democrática do Congo já registra mais de mil casos e 200 mortes, segundo estimativas divulgadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

O avanço da doença ocorre em meio a cortes de ajuda promovidos pelo governo Trump, que afetaram redes de vigilância epidemiológica e cadeias de suprimentos médicos usadas para detectar e conter surtos.