Escrito por Joseph Roth (1894-1939), "Jó: Romance de um Homem Simples" (ou "a história de um homem simples", na tradução literal do inglês), de 1930, é um dos livros mais bonitos que li neste primeiro semestre. Com ares de fábula e enredo inspirado na Bíblia, como o próprio título sugere, o romance conta a história de Mendel, um judeu religioso que vive com a família em uma cidadezinha nos confins do Império Russo no início do século 20.
Embora muito pobre, Mendel mantém uma convivência harmoniosa com a esposa Deborah e os três filhos —Jonas, Shemariah e Miriam— até o nascimento do caçula, Menuchim, portador de uma condição médica que afeta seu desenvolvimento. O choque diante da situação do filho, bem como as discordâncias sobre como lidar com ela, aos poucos afastam o casal e transformam a dinâmica familiar.
Mendel não concorda que o bebê seja levado para um hospital russo, embora sua esposa tenha sido aconselhada por um médico de que, com o acompanhamento adequado, Menuchim seria capaz de se desenvolver como qualquer outra criança.
O principal receio do pai é que, no hospital, o filho acabe se distanciando das tradições judaicas. Porém, Mendel também não se deixa convencer pela previsão de um rabino milagreiro, que diz à sua esposa que Menuchim ficaria curado.












