O Instituto [SSEX BBOX] deixou a organização da Marcha do Orgulho Trans de São Paulo e o evento, que acontece desde 2018 no Largo do Arouche, não será realizado em 2026. Nas próximas semanas, a entidade vai abrir inscrições para que outros grupos assumam o projeto nos anos seguintes. A manifestação foi a primeira do Brasil a ter como objetivo principal a visibilidade das pessoas trans.
Segundo Lyon Adryan Ror, fundador do Instituto, a decisão foi motivada pelo desejo de assumir projetos mais amplos e incentivar o surgimento de novas lideranças na comunidade LGBTQIA+. "Sentimos que é importante inspirar as pessoas a imaginarem gênero para além das estruturas que já conhecemos", afirma ele.
Ele diz que o cenário internacional também pesou na escolha, já que o evento dependia de patrocinadores e tinha como um de seus objetivos ampliar o apoio de empresas à comunidade trans. Após o governo de Donald Trump, diversas companhias estadunidenses retiraram incentivos a eventos LGBTQIA+.
"Esse ecossistema de investimento e patrocínio ligado às iniciativas LGBTQIA+ mudou consideravelmente nos últimos anos", diz. "Isso teve impacto direto em muitas organizações, projetos culturais e iniciativas independentes —e nós não somos diferentes", segue Ror.













