Nesta quarta-feira (27), Marcelo da Cruz Silva e Edivan Felipe de Assis foram alvejados pela polícia no Jardim Catarina. Moradores afirmam que foram mais de 30 tiros Edivan Assis e Marcelo Souza foram mortos pela polícia no Jardim Catarina, em São Gonçalo — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/05/2026 - 12:02 Pedreiros mortos em São Gonçalo após confusão com criminosos Marcelo da Cruz Silva e Edivan Felipe de Assis, pedreiros de São Gonçalo, foram mortos pela polícia após serem confundidos com criminosos. Antes do trágico incidente, gravaram um vídeo no trabalho. Policiais do 7º BPM atiraram neles, alegando terem visto um fuzil, que era na verdade uma régua. A investigação está em curso, com policiais afastados. A Comissão de Direitos Humanos da Alerj exige rigor na apuração. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Horas antes de serem mortos por policiais no Jardim Catarina, em São Gonçalo, o gesseiro e o pedreiro Marcelo da Cruz Silva e Edivan Felipe de Assis mostraram um dia tranquilo no trabalho em um vídeo enviado para amigos. No dia 27 de maio, os dois saíram de casa com as ferramentas de trabalho e as marmitas na mão para cumprir expediente numa obra na cidade vizinha, Niterói. Até que cruzaram com agentes do 7° Batalhão (Alcântara) que dispararam contra eles por terem confundido uma régua de obra com um fuzil. A investigação está a cargo da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí. No chão onde os corpos ficaram expostos, a disposição de alguns objetos foi registrada por vizinhos, que relatam que foram mais de 30 tiros e nenhuma abordagem. A polícia apreendeu a régua que seria usada e policiais foram afastados, sob investigação. — A esposa dele ficou em pratos vendo o marido desfigurado. É desumano. Como mais de cinco policiais não têm capacidade de abordar uma moto com dois homens numa velocidade baixa? Era uma moto velha. Eles estavam com capacete no braço. E foram assassinados. A comunidade vai seguindo assim, à mercê do sistema. Só sabe quem mora na favela. Eles eram trabalhadores. A polícia matou e queriam botar no Caveirão. Foram os moradores que não deixaram. Eles não iam ter nem direito à perícia — disse uma moradora do local, que informa ainda que policiais tentaram jogar ferramentas de trabalho dos pedreiros num valão da comunidade. Os dois pedreiros mortos a tiros também levavam um tripé de suporte nível, usado na construção civil, e uma régua de metal, própria para alinhar paredes. Segundo testeumunhas, parte do primeiro objeto, que é dobrável, estava com a ponta para fora de uma mochila e pode ter sido confundido por policiais militares com um fuzil. A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj informou que acompanha “com extrema indignação” e classificou como “inadmissível” a situação que envolveu as mortes dos pedreiros Marcelo e Edivan, no Jardim Catarina, durante operação do 7º BPM (São Gonçalo). Em nota, defendeu a necessidade de apuração imediata do caso e a divulgação das imagens das câmeras corporais dos policiais. “O caso exige investigação rigorosa, perícia técnica imediata e divulgação das imagens das câmeras corporais dos agentes envolvidos. É inadmissível que trabalhadores sejam mortos pelo Estado enquanto saem para garantir o sustento de suas famílias”, afirmou a comissão.
Pedreiros mortos por policiais em São Gonçalo gravaram vídeo no trabalho horas antes
Nesta quarta-feira (27), Marcelo da Cruz Silva e Edivan Felipe de Assis foram alvejados pela polícia no Jardim Catarina. Moradores afirmam que foram mais de 30 tiros










