Marcelo da Cruz Silva e Edvan Felipe de Assis trabalhavam juntos e carregavam equipamentos de uma obra Marcelo da Cruz Silva, de 41 anos, e Edvan Felipe de Assis foram mortos em ação da PM em São Gonçalo — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/05/2026 - 16:28 Ação da PM em São Gonçalo resulta em morte de dois pedreiros Dois pedreiros, Marcelo da Cruz Silva e Edvan Felipe de Assis, foram mortos em São Gonçalo, RJ, durante ação da PM, após agentes confundirem um tripé com um fuzil. Ambos transportavam equipamentos de construção. Testemunhas relataram que a rajada de tiros ocorreu logo após avistarem os trabalhadores. Os policiais envolvidos foram afastados e a Polícia Civil investiga o caso, buscando imagens de segurança e analisando as armas utilizadas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os dois pedreiros mortos a tiros durante uma operação, nesta quarta-feira, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, transportavam em uma motocicleta um tripé de suporte nível, usado na construção civil, e uma régua de metal, própria para alinhar paredes. Segundo testeumunhas, parte do primeiro objeto, que é dobrável, estava com a ponta para fora de uma mochila e pode ter sido confundido por policiais militares com um fuzil. Os agentes foram afastados das ruas. — Foi uma uma covardia que fizeram com dois trabalhadores. Nenhum deles era bandido — disse um amigo, que pediu para não ser identificado. Os equipamentos eram transportados entre Marcelo da Cruz Silva, que pilotava o veículo, e o carona Edivan Felipe de Assis. Este último segurava a régua em uma das mãos. Os dois pedreiros cumprimentaram a testemunha ao passar por ela. Cerca de 30 segundos depois, ela escutou a rajada de tiros que tirou a vida dos dois trabalhadores. — Eu estava saindo para trabalhar e vi os dois passando por mim numa moto. Eles me cumprimentaram e deram bom dia. Estavam com uma ferramenta que pode ter sido confundida com uma arma. Eles seguiram adiante e uns 30 segundos depois escutei a rajada de tiros. Ainda consegui olhar a moto caindo junto com os dois — disse a testemunha. Parentes e amigos dos dois pedreiros estiveram na Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí(DHNSGI), encarregada de investigar o crime. Eles disseram que Marcelo e Edvan eram amigos e vizinhos. O primeiro é descrito como uma pessoa alegre e brincalhona. O segundo tinha um bar e era pai de uma menina de 14 anos e avô de um menino de três meses. Dois pedreiros são mortos por PMs que confundiram tripé com fuzil; protestos fecham rodovias no Jardim Catarina — Foto: Reprodução de TV Os dois costumavam trabalhar juntos. Eles estavam a caminho de uma obra no bairro Parada 40 quando, ao saírem da comunidade Jardim Catarina, foram alvo de disparos feitos por PMs. Policiais da DHNSGI estiveram no local do crime, na Avenida Albino Imparato. Eles recolheram o tripé de suporte de nível e a régua, transportados pelas vítimas. Esta última teria sido encontrada em um vilão, segundo uma testemunha. O local passou por uma perícia. Testemunhas também foram ouvidas pelos agentes. A Polícia Civil tenta encontrar imagens de câmeras de segurança que ajudem a apurar como tudo ocorreu. Em nota, a PM, por meio do 7º BPM (São Gonçalo), afirma que "um procedimento apuratório segue em curso para averiguar todas as circunstâncias". A corporação reconhece que "policiais militares atingiram dois homens em uma motocicleta, durante ocupação na localidade de Ipuca", mas"lamenta a morte do Marcelo da Cruz Silva e do Edivan Felipe de Assis e ressalta que preza pela transparência de suas ações colaborando integralmente com as investigações do caso". Já a Polícia Civil, que solicitou as imagens das câmeras corporais dos policiais militares envolvidos na ação, informa que as armas usadas pelos agentes já foram apreendidas e vão passar por confronto balístico. Os agentes testemunhas serão ouvidos na DHNSG. Os corpos de Edvan e Marcelo foram encaminhados para o Instituto Médico-Legal, onde serão periciados.
'Covardia que fizeram com dois trabalhadores', desabafa amigo de pedreiros mortos em São Gonçalo em ação da PM; agentes foram afastados
Marcelo da Cruz Silva e Edvan Felipe de Assis trabalhavam juntos e carregavam equipamentos de uma obra







