Há vários anos, a temporada de concertos internacionais Tucca - Música pela Cura, tem se destacado no cenário musical da capital paulista, e nada justifica que ela receba menos espaço ou apoio dos meios especializados em comparação com as séries mais tradicionais da cidade.

Com curadoria segura e programação variada, que sabe quando e quanto ousar, a TUCCA mescla concertos clássicos com apresentações de música popular instrumental e, eventualmente, também de canção popular.

Mesmo antes de ter anunciado aquele que pode ser o mais cultuado concerto desta década, a saber, a vinda ao Brasil, após mais de 20 anos, da Orquestra Filarmônica de Berlim, que será regida pelo seu maestro titular, Kirill Petrenko, e terá Daniil Trifonov como solista de piano, na Sala São Paulo no mês de outubro, a temporada 2026, aberta pela extraordinária NDR Bigband com João Bosco e Lenine, já tinha motivos para ser celebrada por sua alta qualidade.

Para tanto – e apenas para nos atermos à programação especificamente de música clássica – basta citarmos as presenças, ao longo do ano, da Orquestra de Câmara Franz Liszt, do violinista Schlomo Mintz, do Monteverdi Choir com os English Baroque Soloists, e da atração apresentada nesta quarta-feira (27), a Orchestre des Champs-Élysées dirigida por Philippe Herreweghe.