Churrasco — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/05/2026 - 22:27 Minerva Foods Considera Fechar Capital e Transferir Controle Total Com ações em queda de quase 28% no ano, a Minerva Foods avalia fechar capital na Bolsa, segundo fontes. A operação, que pode movimentar cifras bilionárias, visa transferir o controle total para a família Vilela de Queiroz e a Salic, que já possuem mais de 53% da empresa. O desafio é adquirir o free float, que representa mais de 45% das ações. A transação, que poderá ser financiada por dívida, busca valorizar a empresa, que estaria subvalorizada na Bolsa. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Com as ações acumulando queda de quase 28% no ano, a Minerva Foods voltou a avaliar internamente o fechamento de seu capital na Bolsa, apurou a coluna junto a fontes a par das conversas. Segundo avaliações preliminares, eventual oferta movimentaria cifra bilionária para ser inteiramente bem-sucedida, com o capital do frigorífico passando a ficar até 100% nas mãos dos atuais controladores — a família Vilela de Queiroz e a gestora saudita Salic. Não está claro se as intenções já foram apresentadas ao conselho da Minerva ou se alguma medida concreta para colocá-las de pé já foi tomada. Procurada pela coluna na tarde de quarta-feira, a Minerva não respondeu aos pedidos de comentários até o momento. O desenho da operação que vem sendo discutida preliminarmente prevê que os Vilela de Queiroz fiquem com mais de 54% da companhia, enquanto a Salic teria o restante do capital. Hoje, as duas possuem, juntas, mais de 53% da Minerva. Desafio O desafio da transação está no fato de o free float — as ações que circulam nas mãos de investidores da Bolsa — responder por mais de 45% do capital do frigorífico, aumentando o cheque que teria que ser pago pelos controladores para retirar a empresa da Bolsa. Em momento de juros altos, isso pode representar um obstáculo relevante para que o plano seja concretizado. Um dos objetivos da OPA seria ganhar a adesão de pelo menos 90% dos investidores do free float, percentual que permitiria aos controladores realizar o chamado “squeeze-out” — ou seja, a compra compulsória das ações de minoritários que não concordem com o negócio. Em uma simulação hipotética que leva em consideração a cotação atual da Minerva e um prêmio de 30% sobre o preço de tela dos papéis, os controladores teriam que desembolsar cerca de R$ 2,3 bilhões para comprar todo o free float. Mas, como a regulação exige quórum mínimo de dois terços para cancelamento de registro, os controladores conseguiriam retirar a Minerva da Bolsa com um cheque da ordem de R$ 1,5 bilhão. Razões A transação seria financiada por emissão de dívida, que depois seria incorporada pela Minerva. O acordo de acionistas entre Vilela de Queiroz e Salic seguiria valendo após a eventual operação — que, se de fato vier a mercado, levaria de quatro a seis meses para ser concretizada. Os controladores estariam avaliando fechar o capital da Minerva porque acreditam que a companhia está excessivamente descontada na Bolsa, sendo negociada a múltiplos inferiores aos de seus pares. Eles também entendem que o mercado não está precificando adequadamente as sinergias da aquisição das operações de abate e desossa da Marfrig na América do Sul, transação de R$ 7,5 bilhões concluída há dois anos. No longo prazo, os acionistas entenderiam que a OPA abriria a porta para a companhia fazer, eventualmente, um re-IPO na Bolsa da Arábia Saudita, com o objetivo de acessar investidores internacionais com maior facilidade e, consequentemente, atingir múltiplos maiores. (Enquanto a Minerva cai quase 30% na B3, a JBS, que está listada em Nova York, recuou menos de 7% este ano.) De novo Não há qualquer garantia, porém, de que o plano será concretizado. Há cinco anos, a Minerva também estava estudando sair da Bolsa, como publicou o Pipeline, site de negócios do Valor Econômico, na ocasião. Mas nada aconteceu. O plano volta à mesa em momento de pressão para as ações da Minerva. Mesmo com a queda acumulada este ano, o Itaú BBA retirou, nos últimos dias, sua recomendação de “compra” para os papéis do frigorífico. Os analistas atribuíram a decisão a uma virada no ciclo pecuário no Brasil, com gado mais caro e queda nos volumes de abate. Dúvidas sobre a demanda chinesa também pesaram.
Com ações em queda, Minerva Foods volta a avaliar fechar capital na Bolsa
Com ações em queda, Minerva Foods volta a avaliar fechar capital na Bolsa











