Para não perderem competitividade diante das concorrentes, empresas privilegiam iniciativas mais consolidadas e com custo menor Petroleiras abandonam investimentos em eólicas offshore — Foto: Ian Forsyth/Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/05/2026 - 21:51 TV Globo Inova com Diversificação de Formatos e Novas Parcerias no Rio2C A TV Globo revelou suas apostas no Rio2C, destacando a "singularidade plural" do Brasil em um cenário de múltiplas telas. A estratégia envolve a diversificação de formatos e plataformas, desde novelas na TV aberta até produções nas redes sociais. Com mais de 200 projetos em desenvolvimento, a emissora enfatiza colaborações com o mercado independente. O crescimento do interesse por documentários e a produção de novelas curtas para celulares são tendências chave. Além disso, reformulações no jornalismo, especialmente na cobertura política, estão previstas, com debates eleitorais em horário nobre. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO As usinas eólicas offshore já estiveram na mira das grandes petrolíferas, mas saíram do radar nos últimos anos. Hoje, os projetos de investimento são liderados por empresas do setor elétrico, que ganharam ainda mais força no atual cenário de crise da indústria fóssil. — Vários atores da indústria têm dificuldade de ver a atratividade operacional, comercial e financeira para esse setor decolar, não só no Brasil. É uma questão de competitividade e custo versus outras alternativas. Existem opções mais competitivas, como usinas eólicas onshore e solar — disse o presidente da Shell no Brasil, Cristiano Pinto da Costa. Relatório do Boston Consulting Group (BCG) demonstra que os investidores em eólicas offshore enfrentam os custos crescentes dos projetos, diante das taxas de juros mais altas, gargalos na cadeia de suprimentos e de uma crescente incerteza geopolítica. Com isso, empreendedores e financiadores tornaram-se mais seletivos, o que explica os recentes fracassos em leilões. Projeto-piloto no Rio Coordenador-geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel), da UFRJ, Nivalde de Castro avalia que o recuo das petrolíferas está relacionado à Era Trump. Ele diz que, num primeiro momento, por uma questão de política pública americana, essas empresas foram obrigadas a criar projetos de energias renováveis. Mas voltaram atrás quando Donald Trump voltou à Casa Branca e cortou incentivos para a transição energética. Segundo Castro, as petrolíferas que não são americanas seguem o mesmo caminho para não perderem competitividade. — A geração eólica offshore não vai ser liderada pelas petrolíferas, mas pelas grandes empresas elétricas e, obviamente, pela China, que busca a segurança energética e possui o maior programa mundial de produção de energia dos ventos em alto-mar — afirmou Castro. A Petrobras diz que, no curto prazo, as gerações solar e eólica onshore têm mais maturidade de mercado e regulatória do que a eólica offshore, além de exigirem menos investimento. “Nossa visão para o segmento offshore está mais concentrada no longo prazo, a partir de estudos e inovação, visando desenvolver novas tecnologias. Essa decisão também está apoiada na necessidade de avanço da regulação”, disse em nota. A estatal mantém um projeto-piloto de eólica offshore no Rio de Janeiro, junto com o governo do Estado, que prevê a instalação de um aerogerador comercial. O objetivo é avaliar a integração da geração eólica com operações de petróleo e gás natural para descarbonizar unidades de produção na Bacia de Campos. *Especial para O Globo.
Petroleiras abandonam investimentos no setor de eólicas offshore após reeleição de Trump
Para não perderem competitividade diante das concorrentes, empresas privilegiam iniciativas mais consolidadas e com custo menor












