PUBLICIDADE Segundo a defesa, a medida é necessária para assegurar o direito à ampla defesa e permitir que o réu conheça previamente as acusações feitas pela ex-companheira Visão da platéia dentro do II Tribunal do Júri, no Tribunal de Justiça do Rio: Jairinho e Monique com seus advogados, próximos aos assistentes de acusação — Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/05/2026 - 19:24 Julgamento de Jairinho e Monique Medeiros: Defesa Questiona Perito e Juíza Interrompe Discussões Prolongadas Durante o julgamento de Jairinho e Monique Medeiros pela morte de Henry Borel, a juíza Elizabeth Machado Louro interrompeu a defesa do ex-vereador, afirmando que discussões intermináveis não levariam a um desfecho. A defesa contestou a legitimidade do psiquiatra Rafael Bernardon, convocado pela acusação, alegando que ele não entrevistou Jairinho e violou diretrizes éticas médicas. O julgamento já dura mais de dois dias. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A defesa de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, obteve uma liminar em habeas corpus para garantir que o interrogatório do ex-vereador no júri pela morte de Henry Borel seja realizado somente após o depoimento de Monique Medeiros. O pedido foi apresentado pelos advogados Rodrigo Faucz e Alanis Matzembacher. No início do julgamento, a solicitação já havia sido feita à juíza Elizabeth Machado Louro, mas acabou negada pela magistrada. Com a decisão do Tribunal de Justiça, Jairinho deverá ser interrogado depois de Monique. Segundo a defesa, a medida é necessária para assegurar o direito à ampla defesa e permitir que o réu conheça previamente as acusações feitas pela ex-companheira durante o julgamento. — Não é possível que aquele que está sendo acusado tenha de se manifestar antes da acusação. Isso é básico em qualquer Estado de Direito. Para se defender adequadamente, é necessário conhecer o conteúdo exato da acusação. Continuamos a confiar no Poder Judiciário do Rio de Janeiro para garantir um julgamento justo para Jairo — Rodrigo Faucz. — O doutor está aqui para falar sobre o perfil psicológico. Ele não é testemunha do fato, ele está aqui para traçar um perfil. Eu estou implorando ao senhor. O senhor está nos submetendo a uma verdadeira tormenta — afirmou a juíza. Zanone rebateu, dizendo que o Ministério Público havia levado cerca de quatro horas na inquirição do psiquiatra enquanto ele só duas. — Mas eu falei com vocês, ainda não tinha feito esse pedido antes da fala da acusação — respondeu a magistrada. No início do júri, a defesa de Jairinho sustentou que Monique deixou de ocupar apenas a posição de corré e passou também a assumir postura acusatória contra o ex-vereador ao longo do processo. Na ocasião, a juíza rejeitou o requerimento e afirmou que não caberia ao tribunal trabalhar com hipóteses sobre o comportamento dos réus durante os interrogatórios. O advogado também sustentou que o especialista não presenciou os fatos investigados e foi contratado pela acusação. — Trata-se de uma pessoa que não presenciou, não entrevistou e apenas foi contratada pela acusação para expor suas impressões pessoais — disse. O julgamento, iniciado na segunda-feira, já acumula mais de dois dias de sessões, marcadas por longos depoimentos, divergências entre acusação e defesa e sucessivos questionamentos sobre as provas produzidas durante a investigação da morte de Henry, ocorrida em março de 2021.