Mudanças discretas na postura durante a infância e a adolescência nem sempre são apenas hábitos do crescimento. Assimetrias nos ombros, no quadril ou no tronco podem indicar escoliose, condição que afeta a curvatura da coluna e que, quando não identificada precocemente, pode evoluir ao longo dos anos.
Durante o Junho Verde, campanha dedicada à conscientização sobre a escoliose, especialistas reforçam a importância do diagnóstico precoce, especialmente em crianças e adolescentes. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a condição atinge entre 2% e 4% da população mundial. No Brasil, estima-se que mais de 6 milhões de pessoas convivam com a doença.
Sinais da escoliose
De acordo com o ortopedista e cirurgião da coluna Dr. André Evaristo Marcondes, a escoliose pode evoluir de forma discreta, principalmente nas fases iniciais. “Em muitos casos, a escoliose não causa dor no começo. O problema é que, quando passa despercebida, a curvatura pode progredir durante o crescimento. Por isso, pais, professores e pediatras precisam estar atentos a pequenas assimetrias no corpo da criança ou do adolescente”, explica.
Entre os sinais de alerta para a doença, estão ombros em alturas diferentes entre si, quadril desalinhado, inclinação do tronco para um dos lados, diferença na altura das escápulas e roupas que parecem “tortas” no corpo.
















