PUBLICIDADE O cirurgião de coluna Carlos Barsotti detalha como observar mudanças na postura, como é feito o diagnóstico e quais são as opções de tratamento Assimetria nos ombros e postura torta? Entenda os primeiros sinais da escoliose — Foto: Freepik RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 20/05/2026 - 10:40 Importância do Diagnóstico Precoce na Escoliose Infantil e Juvenil A escoliose, uma curvatura anormal da coluna, pode surgir silenciosamente durante a infância ou adolescência, muitas vezes passando despercebida devido à ausência de dor inicial. O cirurgião Carlos Barsotti destaca a importância de observar mudanças sutis na postura, como assimetrias nos ombros. O diagnóstico precoce, por meio de exames clínicos e de imagem, é crucial para um tratamento eficaz, que pode incluir acompanhamento, uso de coletes ou cirurgia. Fatores genéticos podem influenciar a condição, que, quando identificada a tempo, permite que os jovens mantenham uma vida ativa sem restrições. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A escoliose costuma entrar na vida das famílias de forma silenciosa, geralmente durante a infância ou a adolescência, período em que o corpo passa por rápidas transformações. Em muitos casos, a alteração na curvatura da coluna só é percebida quando sinais discretos começam a aparecer no espelho ou no dia a dia, como assimetrias no ombro, na cintura ou na forma como as roupas caem no corpo. O tema ganhou mais visibilidade nos últimos anos também a partir de relatos de figuras públicas que conviveram com a condição ainda jovens. Casos como o da ginasta Simone Biles e do velocista Usain Bolt ajudaram a ampliar a conversa sobre escoliose fora do ambiente médico, ao mostrar que o diagnóstico não necessariamente limita o desenvolvimento ou a prática esportiva. Ainda assim, no cotidiano, a condição segue cercada de dúvidas e, muitas vezes, passa despercebida dentro de casa. Como não costuma causar dor no início, a escoliose pode evoluir de forma gradual, o que reforça a importância da observação durante o crescimento e da atenção a mudanças sutis na postura. O cirurgião de coluna Carlos Barsotti, do Hospital Sírio-Libanês e da Beneficência Portuguesa de São Paulo, explica que a escoliose é mais facilmente identificada em fases de crescimento acelerado. "A escoliose é uma deformidade tridimensional da coluna que costuma surgir durante o estirão de crescimento. No início, ela pode ser bastante discreta e por isso passa despercebida no ambiente familiar", afirma. Segundo o médico, a ausência de dor também contribui para o diagnóstico tardio em muitos casos. "Na maioria das vezes, o adolescente não sente dor, o que faz com que os primeiros sinais sejam visuais, como assimetrias no tronco ou nos ombros", diz. Diante desses sinais, a observação no dia a dia se torna um ponto importante. "Pequenas diferenças na altura dos ombros, da cintura ou na forma como o corpo se projeta para um dos lados podem ser indicativos da condição e merecem avaliação", orienta Barsotti. A escoliose em adolescentes, na maior parte dos casos, é classificada como idiopática, ou seja, não possui uma causa única definida. Estudos apontam que fatores genéticos podem estar envolvidos, o que ajuda a explicar a presença de casos em diferentes membros da mesma família. O diagnóstico é feito a partir de exame clínico e pode ser complementado por exames de imagem. "A avaliação médica e a radiografia são fundamentais para confirmar o grau da curvatura e definir a conduta mais adequada", destaca o especialista. O tratamento varia de acordo com a gravidade da curvatura e a fase de crescimento. Em quadros leves, o acompanhamento periódico costuma ser suficiente. Em situações intermediárias, o uso de colete pode ser indicado para tentar evitar a progressão. Já nos casos mais avançados, a cirurgia pode ser considerada, com técnicas modernas que permitem maior precisão e segurança. Apesar das diferentes abordagens, o especialista reforça a importância do diagnóstico precoce: "Identificar a escoliose no início faz toda a diferença na evolução do quadro e amplia as possibilidades de tratamento com menos intervenções." Dr. Carlos Barsotti alerta para sinais discretos da escoliose durante a fase de crescimento — Foto: Divulgação Com acompanhamento adequado, a maioria dos adolescentes com escoliose consegue manter rotina normal, incluindo atividades físicas, sem restrições significativas. Para as famílias, a orientação é observar mudanças posturais, buscar avaliação quando necessário e manter o acompanhamento ao longo do crescimento.