Pep Guardiola despediu-se no último final de semana do Manchester City. Passou uma década na Inglaterra, conquistou 20 títulos e, mais uma vez, mudou o futebol. O legado para seu clube será uma nova sala de troféus. Eram 25 taças em mais de 130 anos, sendo sete da segunda divisão. Com Pep vieram seis Premier Leagues, uma Liga dos Campeões, Mundial e uma diversidade de copas e supercopas.
O treinador catalão fez um clube tradicional, mas sem histórico de dominância, tornar-se um super vencedor. Para o restante do mundo do futebol, Pep mais uma vez gerou um grande impacto, influenciando a forma de atacar e de defender de todo o planeta. Essa é a grande virtude que o diferencia dos demais.
Ainda que Carlo Ancelotti tenha mais títulos, em diferentes países, ou que Alex Ferguson tenha passado mais de 20 anos à frente do Manchester United, ou que Zidane tenha vencido três Ligas dos Campeões seguidas com o Real Madrid, nenhum deles teve o impacto para influenciar o jogo que Guardiola consegue imprimir. Desde seu primeiro trabalho no Barcelona, potencializando o "tiki-taka", que aprendeu como jogador na era de Johan Cruyff à frente do clube.
Com o passar do tempo, ao redor do mundo, os times começaram a querer ter zagueiros que sabiam sair jogando, goleiros bons com os pés, falso 9 e outros elementos inventados ou ressignificados por Pep.














