Um forte esquema de segurança da Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico (Felcn) escoltou Palermo até o aeroporto Viru Viru, onde ele foi entregue às autoridades brasileiras. A transferência é feita em uma aeronave da Polícia Federal (PF). Gerson Palermo expulso da Bolívia. — Foto: El Deber Segundo o superintendente da Polícia Federal, Carlos Henrique Cotta D’Angelo, a cooperação entre os dois países é antiga e faz parte da estratégia da instituição para o combate ao crime organizado e ao tráfico internacional. Ele afirmou que a troca de informações entre as forças de segurança foi fundamental para localizar e prender o foragido. “Esse trabalho de cooperação internacional é contínuo. A troca de informações permitiu a prisão dele em solo boliviano”, disse. Após a detenção, Palermo permaneceu sob custódia da Interpol em Santa Cruz de La Sierra até a conclusão dos trâmites para a expulsão. Como os crimes foram cometidos no Brasil, ele foi devolvido ao país para continuar cumprindo a pena. Conforme a Polícia Federal, os detalhes do transporte foram mantidos em sigilo para evitar riscos durante o deslocamento. Expulsão foi adiada Gerson Palermo, chefe do PCC solto por desembargador de MS é preso na Bolívia Com a chegada ao Brasil, Palermo vai ser encaminhado ao sistema penitenciário. Inicialmente, ele estava em presídio estadual, mas há pedido para transferência ao sistema federal, que possui unidades de segurança máxima, incluindo uma em Campo Grande. Gerson Palermo foi preso na Bolívia após ficar seis anos foragido. — Foto: Reprodução Em abril de 2020, o criminoso deixou o presídio de segurança máxima de Campo Grande após conseguir habeas corpus para cumprir prisão domiciliar, assinado pelo então desembargador Divoncir Maran. Cerca de cinco horas após ser solto, rompeu a tornozeleira eletrônica e desapareceu. LEIA TAMBÉM Infográfico - local onde Gerson Palermo foi preso, na Bolíva — Foto: g1 MS Histórico criminal Chefe do PCC solto por desembargador de MS é preso na Bolívia A aeronave foi forçada a pousar em Porecatu, no norte do Paraná. No local, a quadrilha roubou nove malotes do Banco do Brasil, com cerca de R$ 5,5 milhões. Pelo crime, Palermo foi condenado a 66 anos e 9 meses de prisão. Segundo a investigação, a cocaína saía da Bolívia em aviões até Corumbá (MS) e depois era levada em caminhões para outros estados. A operação ocorreu em seis estados e apreendeu 810 quilos da droga. Pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico, Palermo foi condenado a mais 59 anos de prisão. Ao todo, as penas somam quase 126 anos. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul