Gerson Palermo foi localizado em Santa Cruz de La Sierra em ação conjunta entre a PF brasileira e autoridades bolivianas Gerson Palermo — Foto: Reprodução / TV Morena RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/05/2026 - 12:00 Chefe do PCC, Gerson Palermo, é preso na Bolívia após 6 anos foragido Gerson Palermo, chefe do PCC, foi capturado na Bolívia após seis anos foragido. Localizado em Santa Cruz de La Sierra, sua prisão envolveu ação conjunta da Polícia Federal brasileira e autoridades bolivianas. Condenado a quase 126 anos por crimes como o sequestro de um avião da Vasp e tráfico de drogas, Palermo havia fugido após obter prisão domiciliar, decisão controversa de um desembargador. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Gerson Palermo, apontado como um dos chefes do Primeiro Comando da Capital, foi preso nesta terça-feira na região de Santa Cruz de La Sierra, após permanecer foragido por seis anos. A captura ocorreu em uma operação conjunta entre a Polícia Federal e a força boliviana especializada no combate ao narcotráfico. A expectativa das autoridades brasileiras é de que Palermo seja expulso da Bolívia e entregue ao Brasil. Condenado a quase 126 anos de prisão, Palermo havia deixado o presídio federal de segurança máxima de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, em abril de 2020, após conseguir autorização para cumprir prisão domiciliar. A decisão foi assinada durante um plantão judicial pelo então desembargador Divoncir Maran. Segundo as investigações, o habeas corpus foi concedido em menos de 40 minutos. Poucas horas após deixar a penitenciária, Palermo rompeu a tornozeleira eletrônica e desapareceu. Desde então, era considerado um dos criminosos mais procurados do país e integrava a lista do Sistema Único de Segurança Pública. Investigadores apontam Gerson Palermo como um dos responsáveis por operações ligadas ao tráfico internacional de drogas e à logística da facção fora do Brasil. Quem é Gerson Palermo Aos 67 anos, Gérson Palermo, também conhecido como “Pigmeu” e “Germano”, é apontado como um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e acumula condenações que ultrapassam 126 anos de prisão. Com trajetória marcada por um sequestro um dos sequestros mais audaciosos da aviação brasileira e por envolvimento com o tráfico internacional de drogas, ele voltou ao noticiário após o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aplicar a pena máxima de aposentadoria compulsória ao desembargador que autorizou sua prisão domiciliar em 2020. Palermo ganhou projeção nacional em agosto de 2000, quando participou do sequestro de um Boeing 727/200 da Vasp. Cerca de 20 minutos após a decolagem do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, com destino a Curitiba, a aeronave foi forçada a pousar no aeródromo de Porecatu, no Paraná. Segundo as investigações, Palermo, que era piloto, obrigou o comandante a realizar o pouso. No local, a quadrilha roubou nove malotes do Banco do Brasil, com aproximadamente R$ 5,5 milhões, e fugiu em um veículo também roubado. Pelo crime, ele foi condenado a 66 anos e 9 meses de prisão. Anos depois, voltou a ser alvo da Polícia Federal na Operação All In, deflagrada em março de 2017 em seis estados. A investigação apontou que a quadrilha integrada por Palermo transportava cocaína da Bolívia até Corumbá (MS) em aviões e, depois, distribuía a droga em caminhões pelo país. Aeronaves, caminhões e veículos eram registrados em nome de terceiros, segundo a PF. A operação resultou na apreensão de duas remessas que somaram 810 quilos de cocaína. Pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, ele foi condenado a 59 anos e 9 meses de prisão. Preso em 11 de abril de 2017, Palermo cumpria pena em regime fechado no Estabelecimento Penal de Segurança Máxima de Campo Grande. Em abril de 2020, no início da pandemia de Covid-19, a defesa alegou que ele era idoso, diabético, hipertenso e tinha problemas renais, pedindo prisão domiciliar. O primeiro pedido foi negado, mas um habeas corpus foi concedido liminarmente durante plantão judicial. À época, o desembargador Divoncir Schreiner Maran autorizou a prisão domiciliar sob a justificativa de quadro de saúde debilitado, determinando o uso de tornozeleira eletrônica. Segundo o CNJ, não houve apresentação de laudo médico que comprovasse a condição alegada. A decisão foi tomada em cerca de 40 minutos, apesar de o habeas corpus ter mais de 200 páginas. Palermo deixou o presídio de segurança máxima de Campo Grande pela porta da frente às vésperas do feriado de Tiradentes, em 2020. Na noite de 22 de abril, rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu. Quando a Agência Estadual de Administração Penitenciária (Agepen) foi alertada pelo sistema de monitoramento, a Polícia Militar foi acionada, mas, ao chegar à residência, familiares informaram que ele já havia escapado.