O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, desmarcou sua participação em uma audiência pública da Câmara dos Deputados para a qual havia sido convidado para explicar o megaleilão do governo Lula (PT), que contratou ao menos R$ 516 bilhões em reserva de energia elétrica de empresas dos grupos J&F, dos Batista, Eneva, dos Esteve e Petrobras.
O evento estava previsto para acontecer nesta quarta-feira (27). Em resposta, a Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou a convocação do ministro, o que obriga o comparecimento.
A integrantes do grupo, Silveira justificou que viajou a Manaus acompanhando Lula e disse que, na próxima semana, pode não estar no país —é quando acontece o evento organizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, em Lisboa (Portugal). Se for esse o caso, a audiência deve contar com o ministro em exercício.
O custo total do leilão é de pelo menos R$ 515 bilhões, o que pode causar um aumento de 10% na conta de luz da população.
O megaleilão vem sendo questionado na Justiça e no Tribunal de Contas da União. As críticas se concentram nas alterações feitas em sua base de cálculo que, em três dias, fizeram dobrar o custo total; o deságio baixo (cerca de 5% em média); e a priorização de usinas movidas a combustíveis fósseis (carvão e gás) ao invés de fontes renováveis, como as baterias de armazenamento.















