O exército maliano utilizou uma bomba de fragmentação, fabricada na União Soviética em 1981, para bombardear Tadjmart, localidade na região do Kidal, no Norte do Mali, actualmente controlado pelas forças independentistas tuaregues e pelos jihadistas ligados à Al-Qaeda. Estas bombas são proibidas pela Convenção de Munições de Dispersão, adoptada vai fazer este sábado 14 anos, de que o Mali é signatário, mas a Rússia não.Esta é a primeira vez, desde o começo do conflito no Norte do Mali em 2012, que se sabe do recurso a este tipo perigoso de arma, que tem tanto de letal quanto de aleatório na escolha das suas vítimas. Não só porque a bomba é feita de pequenas bombas que se espalham por uma vasta área, o que dificulta o controlo dos danos colaterais, como alguns explosivos acabam por não deflagrar, prolongando no tempo o perigo que representam para a população.De acordo com uma investigação conjunta da Bellingcat e da revista Jeune Afrique, depois de uma notícia da RFI da semana passada ter referido a existência dessas bombas, citando testemunhas no terreno, a bomba de fragmentação em causa é uma RBK-500, cujo dispensador pode transportar até 565 submunições ShOAB-0,5. Há notícias de que outra bomba do mesmo género terá sido usada na região de Tombuctu.
Exército do Mali usa bombas de fragmentação soviéticas e drones russos contra os rebeldes
Explosivos por deflagrar de bombas de fabricação soviética encontradas em Tadjmart. Rebeldes abateram um Shaed-136 russo de tecnologia iraniana com componentes chineses.











