Em agenda no Amazonas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (27), que “falta pouco tempo” para a Petrobras anunciar se há ou não petróleo na Margem Equatorial, faixa que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte.“Eu penso que falta pouco tempo para a Petrobras anunciar se tem ou não petróleo que a gente imagina que tem [na Margem Equatorial]. Todos os estudos estão feitos, tudo está aprovado”, disse. Segundo o presidente, caso haja a quantidade de petróleo estimada pelo governo, isso será importante para o desenvolvimento da Região Norte. “Os estados do Norte vão ter que ser beneficiados com essa riqueza, se a gente encontrar aquilo que está pensando, seja petróleo ou seja gás”, disse em entrevista ao Jornal do Amazonas, da Rede Amazônica. Lula também afirmou que o governo federal não deseja continuar incentivando termoelétricas movidas a óleo diesel. O presidente defendeu a ampliação do uso de fontes renováveis de energia. “Não é correto que a gente prometa ao mundo descarbonizar o Brasil e ficar incentivando a termelétrica a óleo diesel”, pontuou. Ainda sobre energia elétrica, disse esperar transformar o país em uma “opção invejável” para investimentos na área de data centers – tema de interesse da China e dos Estados Unidos. Segundo ele, empresas que desejarem se instalar no Brasil deverão produzir sua própria energia. “Não podemos permitir que venham aqui usar nossa energia”, ressaltou. El Niño Falando sobre efeitos climáticos, Lula afirmou que o governo está preparado para enfrentar mudanças que venham com o El Niño. No episódio mais recente, entre 2023 e 2024, o fenômeno contribuiu para a seca na Amazônia, queimadas no Pantanal e enchentes no Rio Grande do Sul. “Hoje, posso dizer que o El Niño vai vir e estamos estruturados. O governo está preparado para agir. A natureza é incontrolável, mas estamos organizados para enfrentar uma crise como a provocada pelo El Niño”, declarou. Mais cedo, o presidente participou de evento para o anúncio de R$ 2,8 bilhões em investimentos da Petrobras no Estado do Amazonas até 2030, voltados à exploração de petróleo e à construção de novas barcaças.