PUBLICIDADE Presidente afirmou que estudos sobre a exploração na costa do Amapá já estão concluídos e disse que eventual descoberta pode impulsionar o desenvolvimento da região Norte O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em evento da Petrobras em Paulínia (SP) — Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/05/2026 - 13:02 Petrobras Prepara Anúncio Crucial sobre Petróleo na Margem Equatorial O presidente Lula anunciou que a Petrobras está prestes a revelar se há petróleo na Margem Equatorial, na costa do Amapá, após concluir estudos sobre a área. A descoberta pode impulsionar o desenvolvimento do Norte do Brasil, mas enfrentará desafios ambientais. A Petrobras planeja investir US$ 3 bilhões até 2029 para explorar a região, vista como estratégica para aumentar a produção de petróleo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira que a Petrobras deve anunciar “em pouco tempo” se há petróleo na Margem Equatorial, área localizada na costa do Amapá, uma das principais apostas para exploração de óleo e gás no país e alvo de disputa entre governo, ambientalistas e setor de energia. — Eu penso que falta pouco tempo a Petrobras anunciar se tem ou não o petróleo que a gente imagina que tem — afirmou o presidente durante entrevista ao Jornal da Amazônia 1ª Edição, da Rede Amazônica. Segundo Lula, os estudos necessários para a exploração já foram concluídos e o governo aguarda agora o avanço das análises da estatal sobre o potencial econômico da área. A Margem Equatorial abrange uma faixa marítima de mais de 2,2 mil quilômetros entre o Amapá e o Rio Grande do Norte, incluindo as bacias da Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar. A região é vista pelo governo e pela indústria petrolífera como uma aposta estratégica para ampliar a produção nacional de petróleo nas próximas décadas. O principal foco das discussões está na Bacia da Foz do Amazonas, em águas profundas do Amapá, onde a Petrobras recebeu licença ambiental para perfurar um poço exploratório no bloco FZA-M-059, localizado a cerca de 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas e 175 quilômetros da costa. A perfuração busca identificar a existência de petróleo e gás em escala comercial. O tema ganhou peso após a descoberta de grandes reservas de petróleo na Guiana, país vizinho ao Brasil. Desde 2015, a exploração na região transformou a economia guianense e despertou o interesse de multinacionais do setor, como ExxonMobil e Chevron, além da própria Petrobras. Na entrevista, Lula voltou a defender a exploração da área, mas afirmou que ela precisará ocorrer com responsabilidade ambiental. — Nós temos, obviamente, que ter muita responsabilidade de extrair petróleo lá, mas nós temos uma vantagem que é a expertise da Petrobras — disse. O presidente também afirmou que, caso sejam confirmadas reservas relevantes de petróleo ou gás, a exploração poderá impulsionar o desenvolvimento econômico da região Norte. — Vai ser muito bom para desenvolver a região Norte, vai ser muito bom para desenvolver a região do Amapá, mas não só o Amapá, os estados no Norte vão ter que ser beneficiados com essa riqueza se a gente encontrar aquilo que a gente está pensando — declarou. Lula também defendeu o avanço de pesquisas e exploração de outros recursos naturais na Amazônia, como minerais críticos, terras raras e potássio. Segundo ele, o governo quer ampliar o aproveitamento econômico da região sem deixar de lado a proteção ambiental. — Nós não vamos perder tempo porque nós estamos preocupados, inclusive, em fazer a descoberta da quantidade de minerais críticos e de terras raras que nós temos aqui no Brasil — afirmou. O presidente relacionou a corrida global por minerais estratégicos ao avanço da inteligência artificial e disse que o Brasil precisa disputar espaço nesse mercado. — O que se fala no mundo é o seguinte: é inteligência artificial e terras raras — disse Lula. Ele também citou o potencial de exploração de potássio no país e afirmou que a atividade precisará ocorrer com cautela ambiental. — O Brasil precisa, nós temos, e temos que saber como explorar sem causar danos ao meio ambiente — declarou. A exploração na Margem Equatorial enfrenta resistência de ambientalistas, que alertam para os riscos de impactos sobre ecossistemas considerados sensíveis, como os manguezais da Costa Norte e o sistema de recifes amazônicos. A Petrobras prevê investimentos de cerca de US$ 3 bilhões na Margem Equatorial entre 2025 e 2029, incluindo a perfuração de novos poços exploratórios na região.
Lula diz que Petrobras deve anunciar ‘em pouco tempo’ se há petróleo na Margem Equatorial
Presidente afirmou que estudos sobre a exploração na costa do Amapá já estão concluídos e disse que eventual descoberta pode impulsionar o desenvolvimento da região Norte










