Em 2013, a Associação Britânica de Escritores Policiais (CWA, na sigla em inglês) se reuniu para eleger, como parte das comemorações de seu 60º aniversário, o melhor romance do gênero de todos os tempos.
Participaram da disputa, entre outros títulos, "O Cão dos Baskervilles", de Arthur Conan Doyle, e "O Silêncio dos Inocentes", de Thomas Harris. Computados os 600 votos, "O Assassinato de Roger Ackroyd", de Agatha Christie, foi eleito o vencedor.
Antes de virar livro em 27 de maio de 1926, "O Assassinato de Roger Ackroyd" (ou "The Murder of Roger Ackroyd", no original) foi publicado, sob o formato de folhetim, no jornal London Evening News, entre 16 de julho e 16 de setembro de 1925.
À época de sua publicação em 54 capítulos, a história se chamava "Quem Matou Ackroyd?". No Brasil, o romance, traduzido por Leonel Vallandro, chegou às livrarias em 1933.
"Esse romance tem características imitadas, mas jamais igualadas, que fazem dele um clássico instantâneo: uma delas é o plot twist [reviravolta] no final. Na época, nem tinha esse nome, mas hoje é celebrado em livros, filmes e séries do gênero", observa Renan Castro, editor-assistente da Globo Livros, editora que acaba de lançar uma edição de luxo comemorativa da obra com capa dura, tradução de Renato Rezende e design de Rafael Nobre.










