Cerca de um terço dos palestinos mortos por Israel desde o cessar-fogo de outubro estavam em áreas próximas à linha de armistício militar com o Hamas, o que levanta preocupações de que as tropas possam estar atirando em civis simplesmente por se aproximarem da área, afirmou o escritório de direitos humanos da ONU.
A agência analisou que tais ações constituiriam assassinatos ilegais e, portanto, crimes de guerra. O Exército israelense, que afirma que os disparos de suas tropas perto da linha de armistício visam impedir ameaças de militantes, não comentou imediatamente as afirmações.
Israel demarcou sua fronteira de armistício com o Hamas desde o cessar-fogo com uma "linha amarela" marcada no chão com blocos de concreto espaçados. As tropas israelenses permanecem posicionadas a leste dessa linha, com o Hamas controlando uma faixa costeira.
Mas o Exército tem frequentemente deslocado esses blocos para o interior do território controlado pelo Hamas, e mapas israelenses mostram que uma zona restrita de controle militar ampliada agora cobre quase dois terços de Gaza.
O plano de cessar-fogo mediado por Donald Trump previa a retirada gradual das tropas israelenses do território palestino. Até este mês, no entanto, não houve nenhuma movimentação nesse sentido.












