O número de setores industriais confiantes passou de um para seis em maio, de acordo com os Resultados Setoriais do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (27). O resultado reverte o quadro de pessimismo recorde entre os segmentos observado em abril, quando industriais de 28 dos 29 setores analisados demonstravam falta de confiança — cenário que não se via desde a pandemia de covid-19. “Os empresários ainda têm uma avaliação bastante negativa do desempenho das empresas e da economia, enquanto as expectativas para os próximos meses continuam moderadas”, avaliou o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo. Segundo ele, ainda é cedo para afirmar que o resultado positivo de maio vai se repetir a ponto de reverter o quadro de desconfiança. Regiões O Icei da região Nordeste aumentou 2,6 pontos, de 49,3 pontos em abril para 51,9 pontos em maio. No Centro-Oeste, o índice saltou 1,9 ponto, chegando aos 51,7 pontos. Os empresários de ambas as regiões passaram de um estado de falta de confiança para um estado de confiança. Nas região Sudeste, o Icei registrou alta de 1,5 ponto, para 47,2 pontos e, na região Sul, o Icei subiu 2,2 pontos, alcançando 45,3 pontos. Apesar da melhora, os empresários das duas regiões seguem pessimistas. A região Norte foi a única a apresentar queda do indicador, de 0,6 ponto, para 45,2 pontos, aprofundando o cenário de falta de confiança. No recorte por porte de empresa, o Icei subiu 1,8 ponto entre as grandes indústrias, 1,7 ponto entre as pequenas indústrias e 1,3 ponto entre as médias. Apesar disso, o índice de todos os portes permanece abaixo da linha de 50 pontos, apontando falta de confiança. A edição de maio do Icei Setorial consultou 1.675 empresas — 687 pequenas, 602 médias e 386 grandes — entre 4 e 13 de maio de 2026. — Foto: Unsplash
Número de setores industriais confiantes sobe de um para seis em maio, aponta CNI
Resultado reverte o quadro de pessimismo recorde entre os segmentos observado em abril, quando industriais de 28 dos 29 setores analisados demonstravam falta de confiança









