Segundo a fundação, a alta veio da melhora mais robusta na percepção atual e recuperação das expectativas sobre os próximos meses; houve alta da confiança em 12 dos 19 segmentos industriais pesquisados O Índice de Confiança da Indústria (ICI) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) subiu 3,0 pontos em junho, para 100,1 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice subiu 1,1 ponto, para 97,7 pontos. A alta, segundo a FGV, veio da melhora mais robusta na percepção atual e recuperação das expectativas sobre os próximos meses. “Nas avaliações sobre o presente, nota-se continuidade do movimento de escoamento dos estoques, sobretudo nos setores relacionados à bens intermediários. Em relação ao futuro, a redução da incerteza associada ao conflito no Oriente Médio e a acomodação recente dos preços do petróleo contribuíram para uma recuperação do otimismo entre os empresários da indústria de transformação”, comentou Stéfano Pacini, economista do FGV Ibre. Em junho, houve alta da confiança em 12 dos 19 segmentos industriais pesquisados pela sondagem. O resultado refletiu a melhora tanto nas avaliações sobre a situação atual quanto nas expectativas em relação aos próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA) avançou 3,4 pontos, para 102,1 pontos, maior patamar desde outubro de 2024. O Índice de Expectativas (IE) subiu 2,7 pontos, para 98,3 pontos, maior nível desde setembro de 2024. Entre os indicadores que compõem o ISA, o que exerceu maior influência na variação foi o que mensura a situação atual dos negócios ao avançar 4,2 pontos, para 100,4 pontos, o maior patamar desde novembro de 2024 (103,9 pontos). O nível de estoques recuou 4,1 pontos, para 97,8 pontos, alcançando o menor patamar desde março de 2025 (97,1 pontos). Quando este indicador está abaixo de 100 pontos, sinaliza que a indústria está operando com estoques mais baixos. As avaliações sobre a demanda subiram 1,6 ponto, para 103,3 pontos, alcançando o maior nível desde dezembro de 2024 (103,6 pontos). Com relação às expectativas, houve melhora em todos os indicadores sobretudo no que mensura o otimismo sobre a evolução dos negócios para os próximos seis meses. O indicador de tendência dos negócios avançou 3,5 pontos, para 95,0 pontos, atingindo o maior patamar desde maio de 2025 (95,1 pontos). As expectativas de emprego subiram 2,1 pontos, para 100,5 pontos, mantendo uma trajetória de alta por quatro meses consecutivos. Na mesma direção, o indicador de produção prevista avançou 2,0 pontos, para 99,3 pontos. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (Nuci) subiu 0,2 ponto percentual em junho, para 83,0%. — Foto: Agência CNI