Reportagem do Financial Times mostra que nada entrou na conta do projeto criado pelo presidente americano O presidente dos EUA, Donald Trump, fotografado a bordo do Air Force One — Foto: Alex Wong/Getty Images/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/05/2026 - 09:29 Conselho da Paz de Trump para Gaza enfrenta entraves legais e falta de verbas O Conselho da Paz, criado por Donald Trump para reconstruir Gaza, enfrenta problemas legais e não recebeu nenhum financiamento, apesar da promessa de US$ 1 bilhão, relata o Financial Times. Com doações diretas ao JPMorgan em vez de um fundo do Banco Mundial, a iniciativa carece de transparência e apoio internacional. A União Europeia se distanciou e países recusam pagar a taxa de entrada de US$ 1 bilhão. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O chamado Conselho da Paz criado por Donald Trump para reconstruir Gaza e resolver conflitos está mergulhado em uma série de problemas legais e sua conta bancária tem saldo zero, apesar das promessas bilionárias de financiamento, segundo o jornal Financial Times (FT). Criado em janeiro por Trump, que supostamente deverá dirigi-lo pessoalmente mesmo após deixar a Casa Branca, o Conselho não recebeu um único dólar, segundo o jornal britânico, que cita quatro fontes próximas ao processo. Em vez de utilizar um fundo administrado pelo Banco Mundial e aprovado pela ONU, o Conselho recebeu doações diretamente em uma conta do banco JPMorgan, declarou um porta-voz da iniciativa. De acordo com o FT, "não existe nenhum mecanismo independente de transparência". Trump concebeu de forma discricionária o mecanismo para reconstruir Gaza, onde Israel e o Hamas concluíram em outubro um cessar-fogo sob pressão dos Estados Unidos. Os países da União Europeia se distanciaram do fórum, que concede amplo espaço a parceiros históricos dos Estados Unidos no Oriente Médio, a aliados ideológicos de Donald Trump e a pequenos países interessados em atrair sua atenção. Dois presidentes sul-americanos, o argentino Javier Milei e o paraguaio Santiago Peña, apoiaram com entusiasmo a iniciativa de Trump. No entanto, o entusiasmo diminuiu quando veio à tona que um assento permanente no Conselho custava US$ 1 bilhão (R$ 5,63 bilhões), a serem administrados exclusivamente por Trump. O presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, por exemplo, descartou que seu país pagasse o valor exigido. Até agora, há depósitos no valor de "zero dólar" na conta, afirmou uma fonte ao FT. O jornal informou que pequenos desembolsos na conta do JPMorgan permitiram pagar o escritório do "Alto Representante" do Conselho, Nikolai Mladenov. O Conselho da Paz "prestará contas sobre suas finanças" ao próprio conselho diretor, integrado por integrantes do governo Trump e outros assessores, "quando for considerado oportuno", acrescentou a fonte da iniciativa. Os Emirados Árabes Unidos destinaram US$ 100 milhões (R$ 563 milhões) para formar uma nova força policial em Gaza, mas os recursos permanecem congelados. Em abril, as Nações Unidas e a União Europeia estimaram em US$ 71,4 bilhões (R$ 402 bilhões) os recursos necessários para a reconstrução de Gaza nos próximos dez anos, segundo um estudo realizado em conjunto com o Banco Mundial.
Com 'ingresso' a US$ 1 bilhão, Conselho da Paz de Trump não recebeu um único dólar, diz jornal
Reportagem do Financial Times mostra que nada entrou na conta do projeto criado pelo presidente americano










