O setor aéreo está em turbulência. A Spirit Airlines encerrou suas operações abruptamente neste mês. Os preços do combustível de aviação subiram cerca de 50% devido à guerra no Irã. E alguns executivos do setor estão falando publicamente sobre a necessidade de fusões entre companhias aéreas.

Mas essa agitação mal tocou a Delta Air Lines e seu CEO, Ed Bastian.

A Delta é a companhia aérea mais lucrativa dos Estados Unidos, e seus negócios estão em alta. A empresa não tem interesse em fazer mudanças drásticas, disse Bastian em entrevista deste mês.

"Às vezes, se você precisa tomar grandes decisões, é porque não vinha tomando as decisões certas ao longo do caminho", afirmou. "É muito mais importante tomar decisões oportunas conforme você avança e ter uma estratégia com a qual você esteja alinhado. E se precisar corrigir o rumo, se precisar fazer ajustes, você consegue fazer isso sem ter que desestabilizar a organização."

A Delta se tornou a companhia aérea que as outras tentam imitar e alcançar. Por muitos anos, a empresa vem cortejando clientes abastados com vantagens como assentos espaçosos e salas VIP luxuosas nos aeroportos. Essa estratégia ajudou a registrar lucro de quase US$ 14,7 bilhões (cerca de R$ 74 bi) nos últimos cinco anos, quase o dobro da segunda colocada.