Pesquisa mostra que, enquanto algumas vespas entram em conflito pela liderança, outras assumem silenciosamente tarefas essenciais para manter o grupo vivo Cientistas britânicos descobrem que algumas vespas assumem papéis vitais para sustentar a colônia durante uma crise de liderança — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/05/2026 - 07:17 "Estudo Revela Caos e Redistribuição de Poder em Colônias de Vespas" A ausência de uma rainha em colônias de vespas Polistes canadensis gera caos e disputa por poder, revela estudo britânico. Enquanto algumas vespas brigam pela liderança, outras, chamadas de "compensadoras", evitam conflitos e assumem tarefas essenciais como forrageamento, mantendo a sobrevivência do grupo. A pesquisa destaca a redistribuição da cooperação e levanta questões sobre a dinâmica social complexa desses insetos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A ausência de uma rainha pode mergulhar uma colônia de vespas em caos, agressividade e disputa por poder. Ainda assim, o grupo nem sempre entra em colapso. Um estudo publicado nesta segunda-feira (25) na revista científica Animal Behaviour mostrou que certas vespas assumem funções essenciais durante a crise e ajudam a manter a sobrevivência da colônia. A pesquisa foi conduzida por cientistas do Reino Unido em colônias silvestres da espécie Polistes canadensis, conhecida como vespa-de-papel vermelha, na Zona do Canal do Panamá. Os pesquisadores observaram o comportamento dos insetos antes e depois do desaparecimento da rainha, responsável pela reprodução do grupo. Sem ela, as interações agressivas aumentaram drasticamente e diferentes fêmeas passaram a disputar a dominância reprodutiva. Enquanto umas brigam, outras sustentam a colônia O aspecto considerado mais surpreendente pelos cientistas foi a reação de parte das vespas ao conflito. Enquanto algumas se concentravam nas disputas internas, outras começaram, pela primeira vez, a deixar o ninho para buscar alimento e sustentar a colônia. Os pesquisadores chamaram esses indivíduos de “compensadores”. Segundo o estudo, elas evitavam os confrontos e assumiam tarefas de forrageamento, garantindo a alimentação e o funcionamento social do grupo mesmo em meio ao descontrole. — Enquanto alguns indivíduos lutavam pela dominância, outros evitaram completamente o conflito e silenciosamente começaram a trabalhar para manter a colônia funcionando. A cooperação não desapareceu; ela foi redistribuída — afirmou Owen Corbett, principal autor do estudo. Os cientistas utilizaram um sistema estatístico chamado Elo, frequentemente aplicado em rankings competitivos, para medir quais vespas dominavam outras após cada confronto. Segundo os autores, as redes sociais dentro do ninho se tornaram mais densas e desorganizadas depois da perda da rainha. Ainda assim, o comportamento cooperativo persistiu. A pesquisa também levantou novas perguntas sobre a dinâmica dessas sociedades complexas. Cerca de um terço das vespas permaneceu inativo durante todo o período observado, e os pesquisadores afirmam que ainda não está claro qual papel esses indivíduos desempenham dentro da colônia.