O custo global de construir casas novas em Portugal registou no ano passado um aumento de 4%, por comparação com o ano de 2024, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados nesta segunda-feira, 9 de Fevereiro. Em 2024, o crescimento já tinha sido de 3,4%, menor do que o verificado em 2023 (3,9%) e muito longe dos 12,2% do final de 2022.No ano passado, foi na mão-de-obra que os custos registaram um crescimento homólogo maior, na casa dos 7,7%, tendo o índice de materiais de construção registado uma subida de 0,9%.Se no caso da mão-de-obra o crescimento representa uma desaceleração face ao crescimento de 8,2% que já se tinha registado em 2024, do lado dos materiais de construção houve uma inversão da evolução anual, já que naquele ano tinha havido uma descida de 0,3%.Se a análise se restringir apenas ao último mês de 2025, “o custo da mão-de-obra contribuiu com 3,6 pontos percentuais (p.p.) para a formação da taxa de variação homóloga do ICCHN [Índice de Custos de Construção de Habitação Nova]”, com um crescimento homólogo, face a Dezembro de 2024, de 7,7%; e “os materiais registaram um contributo de 0,4 p.p.”, progredindo 0,8%.“Entre os materiais que mais influenciaram positivamente a variação agregada do preço” dos materiais de construção, explica ainda o INE, estão “os vidros e espelhos, com uma subida de cerca de 25%, e os artigos sanitários com cerca de 15% acima do período homólogo”. Em sentido contrário, “destacaram-se os betumes, com uma descida de cerca de 20%, e os materiais de revestimentos, isolamentos e impermeabilização, com uma descida de cerca de 10%”.Globalmente, o índice avançou 4% em Dezembro, face a igual mês de 2024; e diminuiu 0,7%, em cadeia, face a Novembro de 2025.