A Protecção Civil registou 11.957 ocorrências relacionadas com as tempestades entre o dia 1 de Fevereiro e as 12h desta segunda-feira em Portugal continental, adiantou o comandante nacional. Mário Silvestre disse que estão destacados 42.135 operacionais na resposta à situação de calamidade e 16.664 meios no terreno.O comandante nacional da Protecção Civil falou na conferência de imprensa na sede Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, no distrito de Lisboa. De acordo com Mário Silvestre, a noite de domingo "foi tranquila", traduzindo "um cenário de estabilidade"."Temos a registar nesta noite 54 ocorrências, que, mais uma vez, refere a estabilidade aparente que tivemos", salientou.Entre 28 de Janeiro e as 8h desta segunda-feira, na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, foram registadas 24.225 ocorrências, que mobilizaram 83.546 operacionais, com o apoio de 32.195 meios terrestres, segundo a mesma fonte.A subida dos caudais, principalmente dos rios Douro, Mondego, Tejo, Sado e Guadiana no final da semana passada causou grandes inundações nas zonas envolventes.Apesar de uma melhoria do estado do tempo no domingo, estão previstos para terça e quarta-feira novos episódios de chuva forte e persistente devido a uma massa de ar com características tropicais, pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).No domingo, o comandante nacional da ANEPC, Mário Silvestre, alertou para um agravamento das condições meteorológicas na terça-feira na região Norte, sobretudo na zona do Minho e do Porto.De acordo com Mário Silvestre, o risco significativo de inundações mantém-se nos rios Mondego, Tejo, Sorraia e Sado, enquanto os rios Vouga, Águeda, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Lis e Guadiana continuam sob risco de cheia.Catorze pessoas morreram em Portugal desde 28 de Janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afectadas.O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Mau tempo: melhoria ligeira em zonas inundadas mas com mais chuva no horizonte
Morreram 14 pessoas desde 28 de Janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.















