Presidente do Cidadania, Comte Bittencourt comenta fim da federação do partido com o PSDB — Foto: Gabriela Fittipaldi A ida de Comte Bittencourt ao PSB, a convite de João Campos, já é tratada como certa. A mudança deve ser oficializada em junho e levará o ex-deputado ao comando do PSB no Rio, substituindo Alessandro Molon na presidência estadual da sigla. A articulação vem sendo construída há meses pelo presidente nacional do PSB, João Campos, e pelo próprio Comte, que presidia o Cidadania em meio à crise interna que mergulhou o partido numa disputa judicial pelo comando nacional. Desde 2025, os dois vinham conduzindo negociações para aproximar PSB e Cidadania, inicialmente por meio de uma federação partidária. No Rio, a mudança também atende a um projeto eleitoral. A ideia é montar chapas competitivas para a Assembleia Legislativa e para a Câmara dos Deputados, aproveitando quadros do Cidadania e lideranças ligadas a Comte. Comte construiu toda a sua trajetória política no antigo PPS, legenda que mais tarde virou Cidadania. Ele assumiu a presidência nacional do partido em setembro de 2023, após a saída de Roberto Freire, mas passou a enfrentar um imbróglio jurídico e político pelo controle da sigla devido a problemas de... cartório. Em março deste ano, o Cidadania chegou a realizar dois congressos paralelos: um grupo reconduziu Comte ao comando da legenda; outro elegeu o deputado federal Alex Manente, no lugar de Freire. A disputa acabou judicializada e segue em curso, uma vez que todas as decisões até aqui, inclusive a que conduziu Manente à presidência, têm caráter liminar. O ambiente de insegurança jurídica e o risco de esvaziamento eleitoral aceleraram a debandada de dirigentes estaduais e parlamentares para o PSB. Até recentemente, Comte negava publicamente que deixaria o partido, embora admitisse as negociações avançadas entre as duas siglas. Molon, por sua vez, não deve disputar mandato em 2026, apesar de ter sido citado como possível candidato ao Senado.