Péter Magyar tenta desatar nesta semana o primeiro grande nó internacional deixado pelo antecessor, Viktor Orbán. O novo primeiro-ministro da Hungria desembarca na quinta-feira (28) em Bruxelas para encontro com Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia. Ele espera sair com a liberação de € 10,4 bilhões (R$ 60 bilhões), mas há empecilhos.
A Hungria tem cerca de € 20 bilhões congelados em fundos que a União Europeia não liberou para a administração do autocrata. Foi a maneira que o bloco encontrou para lidar com os arroubos autoritários de Orbán, como a manipulação do Poder Judiciário e o enfraquecimento da imprensa livre no país.
O montante em discussão nesta semana se refere, por exemplo, a um fundo de recuperação pós-pandemia. São € 6,5 bilhões em subvenções e € 3,9 bilhões em empréstimos a juros módicos, retidos pela obstrução do Estado de direito promovida pelo ícone da direita global. Tais retenções, porém, não foram meras retaliações, mas movimentos alicerçados na legislação europeia, daí a dificuldade para uma liberação instantânea.
"Existem algumas questões controversas e debatidas, mas concordamos com a presidente da Comissão que esse dinheiro deve ficar na Hungria", declarou Magyar, na semana passada, após encontro dos negociadores húngaros com a equipe de Von der Leyen.















