Em uma pesquisa sobre saúde, finanças e características pessoais, em 32% dos cenários apresentados, quem respondeu preferiu não saber uma informação útil, embora potencialmente desagradável. Informação que poderia orientar o tratamento, a renegociação ou a correção de rota. Ao reduzir a margem para relativizar o problema, receber uma má notícia antecipa consequências e frustrações que talvez ainda parecessem distantes.
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Em temas de saúde, essa disposição parece variar conforme a gravidade da notícia e a clareza sobre o que pode ser feito depois dela. Em uma meta-análise com 92 estudos em 25 países, a evitação foi menor para diabetes (24%) e maior para Huntington (40%) e Alzheimer (41%). Essa diferença pode indicar que o custo de saber cresce quando a informação parece menos tratável ou ainda menos acompanhada de um plano de resolução.
No mercado financeiro, investidores acompanham menos suas carteiras quando esperam notícias ruins. Em um estudo, os logins em contas de aposentadoria caíram 9,5% no dia seguinte a quedas no mercado. O resultado, encontrado por Nachum Sicherman, George Loewenstein, Duane Seppi e Stephen Utkus, reforça o padrão conhecido como "efeito avestruz": claro que os investidores sabem que a perda não diminui quando deixam de olhar, mas checar torna o sentimento da perda mais concreto e, por isso, o contato com essa informação é adiado.












