As principais companhias aéreas europeias estão cada uma expostas a um impacto de pelo menos 1,5 bilhão de euros adicional em custos se Bruxelas estender a precificação de carbono para voos que partem da União Europeia, com base em análise de uma proposta para reduzir emissões de gases de efeito estufa.
O Financial Times noticiou no início deste mês que a UE estava considerando estender seu sistema de comércio de emissões (ETS) para cobrir voos que partem do bloco, enquanto revisa o sistema que sustenta o esforço da Europa para descarbonizar suas indústrias.
Mas a medida provavelmente aumentaria os custos enquanto as companhias aéreas enfrentam desafios, incluindo altos preços de combustível de aviação, e poderia acirrar tensões comerciais com os Estados Unidos.
Projeções da Transition Metrics, uma consultoria que assessora investidores sobre precificação de carbono, mostram que isso afetaria principalmente as companhias de bandeira Lufthansa, IAG Group (controladora da British Airways) e Air France-KLM, com custos extras de 1,8 bilhão, 1,7 bilhão e 1,5 bilhão de euros respectivamente em 2027, levando a custos totais de mais de 2 bilhões de euros para cada companhia aérea.
Esses desembolsos equivaleriam a cerca de 44% dos lucros de 2025 da Lufthansa, 23% para o IAG Group e 30% para a Air France-KLM, de acordo com as projeções.










