Depois de vários problemas para assegurar a manutenção dos postos de trabalho de segurança e vigilância nas várias instalações municipais do Porto, foi dada luz verde à contratação de novas empresas para assegurar o serviço em museus, parques, edifícios administrativos, entre outros espaços da autarquia.Na reunião de executivo da Câmara Municipal do Porto, que decorreu nesta terça-feira à porta fechada, os vereadores aprovaram, por unanimidade, a celebração de contratos cujo valor pode chegar a 21,8 milhões de euros até 2030. O total diz respeito aos quatro lotes que tinham ido a concurso.A PSG ficou com os três primeiros lotes e a Ronsegur ficou com o quarto. De fora ficou a Prestibel à qual a autarquia anulou a adjudicação de um contrato por ter anunciado a intenção de dispensar 106 trabalhadores que se encontravam ao serviço da empresa que anteriormente prestava esse serviço.Apesar desse antecedente, a empresa foi admitida a concurso. Ainda assim, a CMP tinha incluído uma cláusula no caderno de encargos para tentar garantir que a empresa vencedora se comprometia a “manter os contratos de trabalho com os trabalhadores que prestavam anteriormente a actividade de segurança privada, junto da entidade adjudicante”.Aos jornalistas, no final da reunião, o presidente da autarquia, Pedro Duarte (PSD/CDS/IL) disse ficar mais descansado com este desfecho. “A empresa, de facto, pelo seu histórico, dá-nos garantias a esse respeito”, declarou.A proposta acabaria aprovada por unanimidade, mas com uma nota do PS. “Exprimimos a nossa preocupação e nosso descontentamento pelo facto de as minutas dos contratos não terem expressão directa da protecção dos trabalhadores”, disse o vereador socialista Manuel Pizarro.Ainda assim, admitiu que o caderno de encargos que serviu de base ao concurso “é mais rigoroso do ponto de vista do cumprimento da lei”, embora preferisse que houvesse uma alínea nos contratos a celebrar com as empresas que deixassem a situação mais explícita.Será necessário vigiar e fiscalizar as condições efectivas em que a transição dos trabalhadores vai acontecer, adverte.O vereador do Chega, Miguel Corte Real, secundou a preocupação do PS. Espera que este novo procedimento da autarquia “não prejudique os direitos dos trabalhadores que, muitas vezes, nestes contratos, são atropelados”.
Câmara do Porto aprova novos contratos para segurança e vigilância por 21,8 milhões
PS queria incluir garantias para transmissão dos trabalhadores nos contratos que têm uma duração de 36 meses.







