Desde a virada do milênio, quase todos os anos houve ao menos um surto de ebola na África, mas o atual é diferente.
A maioria deles, incluindo a devastadora epidemia na África Ocidental que matou cerca de 11 mil pessoas há pouco mais de dez anos, está associada à chamada cepa Zaire, para a qual existe uma vacina.
No momento, porém, está se espalhando uma variante mais rara, chamada Bundibugyo, em alusão à região em Uganda onde ela foi identificada pela primeira vez, em 2007. Para essa não há vacina nem medicamentos. E a taxa de mortalidade é alta: cerca de um em cada três infectados morre.
O atual surto no leste da República Democrática do Congo e em Uganda é o terceiro causado pela cepa Bundibugyo e também o mais letal. Até esta segunda-feira 25, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 900 casos suspeitos haviam sido identificados. Autoridades congolesas falam em mais de 200 mortes.
“Estou profundamente preocupado com a dimensão e a velocidade da epidemia”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. “Os números vão aumentar porque a resposta está sendo ampliada, incluindo melhor vigilância, rastreamento de contatos e testes laboratoriais.”














