Um peregrino muçulmano celebra no monte da Misericórdia, na planície de Arafat, enquanto o sol nasce durante a peregrinação anual do Hajj, nos arredores da cidade sagrada de Meca, na Arábia Saudita Ibraheem Abu Mustafa/Reuters

Mais de 1,5 milhões de muçulmanos cumprem a peregrinação a Meca durante o anual Hajj, uma das maiores aglomerações religiosas do mundo, com passagem pelo monte da Misericórdia, na planície de Arafat, Arábia Saudita, onde os peregrinos permanecem em adoração do nascer ao pôr-do-sol.

A romaria realiza-se num cenário em que a guerra não dá tréguas no Líbano nem em Gaza e depois de EUA terem voltado a investir contra o Irão, numa altura em que Teerão e Washington negoceiam um caminho para a paz — e para a reabertura do estreito de Ormuz.

O comandante das forças sauditas responsáveis pelo controlo de passaportes, Saleh bin Saad al-Murabba, disse, citado pela Al Jazeera, que, até à última sexta-feira, mais de 1,5 milhões de peregrinos tinham entrado no reino.

Durante estes dias, o calor não dá tréguas na Arábia Saudita, com os termómetros a marcarem mais de 40ºC, tendo sido distribuídos pelos locais mais icónicos enormes nebulizadores de água, numa tentativa de que todos regressem a salvo no fim da caminhada. Em 2024, morreram mais de 1300 pessoas, quando as temperaturas ultrapassaram os 50 graus na Arábia Saudita.