No retorno de um feriado prolongado nos Estados Unidos, os principais índices de ações de Nova York abriram em alta nesta terça-feira, apesar do ataque americano ao Irã ontem de noite, o que acendeu as tensões no Oriente Médio em meio ao avanço nas negociações diplomáticas. Os participantes do mercado seguem otimistas de que um acordo para acabar com a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz possa estar próximo. Por volta das 10h35 (de Brasília), o índice Dow Jones tinha alta de 0,18%, aos 50.675,50 pontos, o S&P 500 subia 0,52%, aos 7.512,56 pontos, e o Nasdaq avançava 0,81%, aos 26.557,483 pontos. O setor de tecnologia (+1,06%) liderava os ganhos, com destaque para as fabricantes de chips e semicondutores, como a Micron Technology (+10,85%) e a Marvell Technology (+9,11%). Ontem de noite, os Estados Unidos realizaram ataques militares contra alvos no Irã, apesar do cessar-fogo em vigor e do recente avanço nas negociações. Segundo os americanos, a ofensiva foi realizada "em legítima defesa" e não como o fim da trégua entre ambos os lados. Os preços do petróleo apresentam firme alta nesta manhã, com os contratos do Brent voltando a se aproximar do nível de US$ 100 por barril. Ainda assim, as bolsas de Nova York operam no positivo, na medida em que ainda persiste alguma esperança de que os Estados Unidos e o Irã estejam próximos de chegar a um acordo para acabar com a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz. "Desde o fim de semana, a verdadeira esperança é que os dias da guerra no Irã estejam contados, com o impulso em direção a um acordo ganhando força desde o início do fim de semana", comenta Jim Reid, do Deutsche Bank. "No geral, o otimismo segue elevado de que um acordo possa ser alcançado para encerrar a guerra. Há algum tempo parece que o avanço rumo à paz ocorre com três passos à frente e um ou dois para trás." Entre os destaques da semana, investidores acompanham dados de inflação e empresas de tecnologia, como a Dell, Marvell Technology e Salesforce,
Bolsas sobem em NY com impulso de techs, apesar de novos ataques ao Irã
Participantes do mercado seguem otimistas de que um acordo para acabar com a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz possa estar próximo











